Aventuras na Chucruteslândia

a terra da batata, da cerveja e das mulheres de peito grande e zero de bunda

  • Sobre o Blog

    Este foi um espaço usado por cerca de 1 ano, o que durou a fantástica experiência de largar tudo, trabalho, família e casa, e ir para a Alemanha, em Freiburg, para passar 1 ano estudando e pensando na vida.

    Funcionou, já que voltei e mudei minha vida de uma forma que não imaginava, e de que não me arrependo nem um pouco.

    Ficam agora as memórias das viagens, dos micos e dos novos amigos conquistados. Conheci gente de todo canto, principalmente no curso. Deixe-me tentar listar: alemães, russos, chineses, algerianos, turcos, sul-coreanos, italianos, croatas, iugoslavos, ucranianos, tailandeses, indianos, nepaleses, romenos, franceses, espanhois, portugueses, holandeses, islandeses, etc. (devo ter esquecido de algum, mas sa para ter uma idéia!!)

  • Utilidade

    Espero que tenha alguma utilidade para você, visitante, que deve ter encontrado em alguma pesquisa ou link perdido internet afora.

    Bom proveito.

    Qualquer coisa, deixe um comentário que responderei com prazer.

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Viagem: Berlim

Posted by mLopes on Wednesday, 8 October 2008

Cidade da história, da liderança, dos contrastes, do terror, da guerra e da volta por cima. Essa é Berlim!

Cansados das viagens de avião de madrugadas (=baratas), pensamos que a ida de Amsterdam para Berlin de trem durante o dia seria uma maravilha. Acho que até seria mesmo não fosse o ar condicionado do trem quebrado sob os 30 graus do verão europeu de julho. Foram 6 horas torturantes. Um fio de vida aparecia quando o ar condicionado funcionava a cada 2 horas, por uns 20 minutos. Difícil. Até nosso clássico piquenique no trem ficou comprometido!!!

Bom, voltando à Berlim:

Acho que o motivo de eu ter tanta voltade de conhecer Berlim é que, além de ser a capital da Alemanha, a cidade foi palco dos maiores acontecimentos da história da Europa. Bons e ruins. Lá mora um povo que vive a liberdade, que sabe o que é ter uma parede gigante no meio do caminho, sabe o que é destruição de uma guerra. Um povo que teve a força de se levantar, que reconstruiu seu lar, sua empresa e seu governo. Um povo que aprendeu com os erros. Um povo que saiu literalmente das cinzas e dos destroços para, em menos de 50 anos, voltar à liderança continental. Esse “povo” está por toda a Alemanha?. É a Alemanha. Mas em Berlim parece que ele se materializa. A nação fielmente representada por sua população.

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Reichstag, o Parlamento Alemão:

Sua construção foi iniciada logo depois da (primeira) unificação da Alemanha, em 1871. Uma construção extremamente imponente, ainda mais em sua época inicial. A casa do parlamento alemão foi incendiada em 1933, provavelmente pelos próprios nazista, para que tivessem um motivo para suspender vários direitos da população. Destruído pelo fogo, ficou abandonado por toda a segunda guerra, sendo ainda mais destruído por bombardeios no final do conflito.

Durante a divisão da Alemanha o prédio ficou fisicamente na parte ocidental que, por ter sua capital na cidade de Bonn, não o utilizava para fins parlamentares. Ainda assim, e apesar do estado do edifício, ficou decidida sua restauração, apesar de estar já praticamente demolido pela guerra. Um concurso elegeu o projeto de uma cúpula de vidros e espelhos, única significativa modificação externa.

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Fotos Acima: Construção original em 1895, Reunião dos nazistas e depois, destruído pela II Guerra

Voltando a suas épocas de glória, depois da reunifficação foi palco dos discursos oficiais de reintegração e, claro, da decisão de transferir a sede do governo de volta de Bonn à capital Berlin.

A vista é maravilhosa e não é à toa que seja ponto obrigatório de visita. A visão de boa parte da cidade é muito bonita. É possível circular por todo o teto, ao redor da cúpula, e subir até o ponto mais alto da abóboda espelhada. Vale muito a pena, só chegue cedo para pegar menos fila e, por sorte, alguma sombra, caso seja verão!!!

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Punks:

Mesmo com toda a organização alemã, é possível ver pela cidade grupos de punk. Isso talvez seja ainda resultado da época do terror: eles evitam julgar ou segregar qualquer parcela da população que, por mais que seja estranha e diferente do “jeito alemão de ser”, viva pacificamente. A polícia está por lá, mas aparentemente faz vista grossa à confusão e desorganização em plena praça pública.

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Na última foto: “A fronteira não divide os povos, mas sim os de cima e os de baixo”

Observação: Esses não são os Skinheads, neo-nazistas seguidores de Hitler, que são combatidos com o maior rigor da lei alemã (não admitem qualquer apologia à fatídica época de segregação). Falamos aqui só dos punks que têm seu estilo de vida próprio e vivem de uma maneira diferente mas (teoricamente) sem maiores problemas policiais.

Turismo da Guerra:

É triste ver pessoas na rua vestidas de policial vendendo fotos, máscaras de guerra, pedaços do muro com (duvidosos) certificados de origem, cópia de vistos e documentos da época e tudo mais nessa linha. Para que alguém iria querer comprar uma máscara de gás? Dispensável. Pior que isso só uma amiga (acho que do Hélio) que foi no campo de concentração e depois perguntou se não vendia nenhuma lembrancinha.  Ela queria o que, um ossinho de judeu de lembrança?? Lamentável…

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Curiosidade: Os semáforos da então Alemanha Oriental (comunista), foram preservados. Seus bonequinhos felizes e com chapéus são considerados uma maneira dos OSSIs (alemães orientais) conservarem a (dura) história da parte comunista. Mundialmente famosos!

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Vinho: Como não pagar mico no restaurante

Posted by mLopes on Sunday, 20 July 2008

vinho-1 Quando comecei a dar cursos básicos de vinho há mais de dez anos, a aula que mais interessava aos alunos era “Como não pagar mico no restaurante”. A frase é de efeito, pois a sensação dos neófitos diante de uma extensa carta de vinhos e de um sommelier uniformizado, freqüentemente, é de pânico. O medo de gafes, especialmente se for em um primeiro encontro romântico, é enorme. Relaxe, pois tudo pode ser simples, basta seguir uma lógica, norteada pelo vinho-2bom senso e educação. A simplicidade deve prevalecer sobre qualquer tradição ou rigidez. Abaixo, a seqüência do serviço do vinho em um restaurante e os conselhos para não cometer deslizes.
1- Ao chegar no restaurante, o sommelier, maître ou garçom deve oferecer- lhe a carta de vinhos, ou você pode pedi-la: “A carta de vinhos, por favor”.
2- Leia a carta com calma e fique à vontade para pedir mais informações. Se tiver dúvidas, confira o que for necessário com o sommelier (safras, regiões, produtores etc). Se achar necessário, peça para ver a garrafa, sem  compromisso.
3- Se quiser, peça a orientação ao sommelier. Ele está lá para isso e é o melhor conhecedor da carta e do menu. O bom sommelier saberá identificar seu gosto e sua disposição financeira, além de fazer o melhor casamento com o menu e conciliar o gosto de todos à mesa.
4- Ao trazer a garrafa solicitada, o sommelier deve mostrá-la antes de abri-la. Confira seu pedido, veja se o vinho e a safra estão corretos e autorize a abertura. Um simples: “pode abrir”.
5- O sommelier desarrolhará a garrafa em um local onde você possa ver, uma mesa ao lado, talvez. Ele irá, então, provar um “micro-gole” do vinho para verificar se não está estragado.
6- Após isso, ele servirá uma pequena dose para você. Verifique se o vinho está de acordo com o que desejava. Depois de sua aprovação (veja abaixo “a recusa da garrafa”), diga: “pode servir”. O sommelier servirá todos os outros à mesa (primeiro as mulheres e depois os homens). Caso haja um homenageado ou uma autoridade, esta pessoa será servida em primeiro lugar. Por último, sua taça será completada.
vinho-37- O sommelier deve servir o suficiente, nunca mais do que a metade da taça, para que haja espaço suficiente para os aromas do vinho se mostrarem.
8- O sommelier bem treinado saberá dividir a garrafa de forma que todos recebam a mesma dose, e não abrirá outra garrafa sem sua autorização. Neste caso, a outra garrafa – mesmo que seja do mesmo vinho – seguirá todo o ritual novamente.
9- Ao mudar de prato é normal mudar de vinho, afinal, você pode estar curioso para provar outros vinhos da carta. Mude de vinho quantas vezes achar necessário, o sommelier irá orientá-lo a cada escolha. Exija também que a taça seja trocada sempre que houver troca de vinho.
10- Se ao acabar a refeição sobrar vinho na garrafa, leve o restante para casa. Alguns levam a garrafa, mesmo vazia, para enriquecer sua coleção de rótulos, por exemplo.

E se o vinho estiver ruim, posso devolver?
Você só deve recusar o vinho que escolheu se ele estiver defeituoso. Se o vinho está perfeitamente bom, mas não era bem o que você queria, paciência. Contudo, se foi o sommelier que escolheu o vinho, esta troca é mais fácil. Se você for trocar o vinho, não pelo mesmo rótulo, mas por um vinho diferente, a etiqueta recomenda que você não peça um vinho muito mais barato, pois pode parecer que você se arrependeu do preço, não do rótulo. A maioria dos restaurantes aceitará a recusa da garrafa sem discussão. Caso o sommelier discorde de você em relação à sanidade do vinho, ele o aconselhará a não trocar por outra garrafa do mesmo rótulo, pois o problema está na incompatibilidade do vinho com seu gosto pessoal. A tolerância na questão da troca varia muito de restaurante para restaurante. Nem todos seguem o lema: “o cliente tem sempre razão”. Vale sempre a conversa, o entendimento e o bom senso.

Para que serve a rolha?
Talvez o sommelier, ao abrir a garrafa, lhe entregue a rolha, ou a coloque a seu alcanvinho-4ce em um pires, por exemplo, para que possa examiná-la. Não é necessário examinar a rolha ou fazer algum comentário. No entanto, caso queira, examine-a e cheire-a. Se ela estiver verde e bolorenta, talvez o vinho esteja estragado. Se a rolha está sem cor em um vinho escuro, pode ser sinal de que a garrafa estava de pé. Se a rolha é longa, indica um vinho de guarda, por exemplo. Muitos enófilos colecionam rolhas, se este for seu caso, não se acanhe e leve a rolha. Ela é sua.

Fonte: Adega, por Marcelo Copello

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As Vacas e os Regimes Políticos

Posted by mLopes on Friday, 2 May 2008

Super simples mas que retrata com muito humor e alguma fidelidade os regimes políticos. Vale a leitura, para descontrair!

Socialismo: Você tem duas vacas. O governo toma as vacas e coloca num curral, juntamente com as vacas de toda a população. Você tem que cuidar das vacas. O governo lhe dá um copo de leite.

Comunismo Puro: Você tem duas vacas. Os vizinhos ajudam a tomar conta delas, e todos dividem o leite.

Comunismo Russo: Você tem duas vacas. O governo toma as duas, lhe dá um emprego para tomar conta delas, e fica com o leite todo. Você decide roubar o máximo possível de leite e vendê-lo no mercado negro.vaca4

Corporativismo: Você tem duas vacas. O governo toma as duas, lhe dá um emprego para tomares conta delas, e lhe vende o leite ao valor de custo.

Democracia Pura: Você tem duas vacas. Os teus vizinhos decidem quem deve receber o leite.

Democracia Representativa: Você tem duas vacas. Os seus vizinhos escolhem alguém que decidirá quem fica com o leite.

Totalitarismo: Você tem duas vacas. O governo apreende-as e nega a sua existência. O leite é banido.

Fascismo: Você tem 2 vacas. O governo toma as 2 e vende a você o leite.

Nazismo: Você tem 2 vacas. O governo mata você por ser um criador impuro e não-ariano de vacas. E toma as 2 vacas.

Anarquismo: Você tem duas vacas. Ou vende o leite a um preço justo aos vizinhos ou eles tentam te matar para roubar as vacas.

Ditadura Sul-Americana: Você tem duas vacas. O governo toma as vacas e mata você por ser vaca1contra a revolução. Qualquer rede de TV que divulgar o fato é fechada e transformada em TV do governo, para divulgação do crescimento da economia e dos direitos dos cidadãos.

Ditadura Iraquiana: Você tem duas vacas e é fuzilado por suspeita de estas serem um instrumento do imperialismo americano com o objetivo único de contaminar todos os rebanhos do país.

Burocracia de Estado: Você tem 2 vacas. O governo toma as 2, mata uma e joga o leite da outra fora.

Democracia da União Europeia: Você tem duas vacas. Ao fim de algum tempo se candidata a um fundo comunitário para comprar uma ordenha mecanizada. Gasta o dinheiro no novo modelo da BMW (também é mecanizado!, qual é o problema?). Se as vacas dão muito leite você pede um subsídio porque não tem onde o armazenar. Se dão pouco leite pede um subsídio porque não tem outro meio de subsistência.

Capitalismo Ideal: Você tem duas vacas. Vende uma e compra um touro. Eles se multiplicam, e a economia cresce. Você vende o rebanho e aposenta-se, rico!

Capitalismo Americano: Você tem duas vacas. Vende uma e força a outra a produzir leite de quatro vacas. Fica surpreso quando ela morre. Então você invade um país árabe dizendo que eles ameaçam a democracia mundial porque têm armas de destruição em massa, e rouba as vacas deles.

Capitalismo Francês: Você tem duas vacas. Entra em greve porque queria ter três.

Capitalismo Canadense: Você tem duas vacas. Usa o modelo do cavaca3pitalismo americano. As vacas morrem. Você acusa o protecionismo brasileiro e adota medidas protecionistas para ter as três vacas do capitalismo francês.

Capitalismo Japonês: Você tem duas vacas. Redesenha-as para que tenham um décimo do tamanho de uma vaca normal e produz 20 vezes mais leite. Depois cria desenhinhos de vacas chamados Vaquimon e os vende para o mundo inteiro.

Capitalismo Enron: Você tem duas vacas. Vende três para a sua companhia de capital aberto usando garantias de crédito emitidas pelo cunhado. Depois faz uma troca de dívidas por ações por meio de uma oferta geral associada, de forma a conseguir todas as quatro vacas de volta, com isenção fiscal para cinco vacas. Os direitos do leite das seis vacas são transferidos para uma companhia nas Ilhas Cayman, da qual o sócio minoritário é secretamente o dono. Ele vende os direitos das sete vacas novamente para a sua companhia. O relatório anual diz que a companhia possui oito vacas, com uma opção sobre mais uma. Ninguém fornece um balanço das operações e o público compra o esterco.

Capitalismo Espanhol: Tens muito orgulho de ter duas vacas. Não sabe onde elas estão, então aproveita para ir tomar uma cerveja.

Capitalismo Italiano: Você tem duas vacas. Uma você mata, quando tenta forçar ela e fabricar queijo diretamente da teta e com a outra você resolve experimentar salame de vaca. Vende o salame de vaca para todo o mundo e fica rico.

Capitalismo Britânico: Você tem duas vacas. As duas são loucas, mas a família real nega e mantém as aparências perante a imprensa.

Capitalismo Holandês: Você tem duas vacas. Elas vivem juntas, não gostam de touros e mesmo assim tudo bem.

vaca6Capitalismo Alemão: Você tem duas vacas. Elas produzem leite regularmente, segundo padrões de quantidade e horário previamente estabelecido, de forma precisa e lucrativa. Elas são programadas para comer uma vez por mês e elas mesmas se ordenham. Mas o que você queria mesmo era criar porcos.

Capitalismo Russo: Você tem duas vacas. Conta-as e vê que tem cinco. Conta de novo e vê que tem 42. Conta de novo e vê que tem 12 vacas. Você para de contar e abre outra garrafa de vodca.

Capitalismo Suíço: Você tem 500 vacas, mas nenhuma é sua. Você cobra para guardar a vaca dos outros.

Capitalismo Polonês: Você tem duas vacas. Seu time perde, você bebe, briga com as duas e as mata.

Capitalismo Português: Você tem duas vacas. E reclama porque seu rebanho não cresce…

Capitalismo Chinês: Você tem duas vacas e 300 pessoas tirando leite delas. Você se gaba de ter pleno emprego e alta produtividade. E prende o ativista que divulgou os números.

Capitalismo Mexicano: Você tem duas vacas, sobe em uma e vai para os EUA.

Capitalismo Sul-Coreano: Você tinha duas vacas, com a divisão das Coréias, você passou a ter apenas uma. Então os Americanos doam 3 mil vacas para você fazer inveja ao seu vizinho do norte.

Capitalismo Judeu: Você tem duas vacas. Vende uma, recebe o dinheiro e não a entrega. Quando o comprador vai reclamar, você o chama de anti-semitista, nazista e continua com a vaca.

Capitalismo Hindu: Você tem duas vacas. E as idolatra.

Capitalismo Iraquiano: Você tinha duas vacas. Com a invasão dos EUA você perde uma. Então troca sua única vaca por um carro bomba e mata aqueles filhos da puta.

Capitalismo Argentino: Você tem duas vacas. Você se esforça para ensinar as vacas mugirem em inglês. As vacas morrem. Você vende uma delas e com a outra você faz um churrasco de final de ano pros diretores do FMI.

Capitalismo Brasileiro: Você tem duas vacas. Uma delas é roubada. O governo cria a CCPV Contribuição Compulsória pela Posse de Vaca. Um fiscal vem e te autua, porque embora você tenha recolhido corretamente a CCPV, o valor era pelo número de vacas presumidas e não pelo número de vacas reais. A Receita Federal, por meio de dados de sua movimentação anual de leite, queijo, sapatos de couro e botões, presumia que você tivesse 200 vacas e você tem que pagar as multas e os acréscimos legais. Voce adere ao programa do governo chamado REFIS para parcelar o restante da dívida com atualização da TR mais juros por 120 meses. Você não consegue pagar a dívida e entrega a vaca restante para saldar a dívida.

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Neuschwanstein: Castelo ou Fantasia??

Posted by mLopes on Friday, 11 April 2008

Um dos castelos mais famosos do mundo. Inspirou Disney em suas criações que encantaram e ainda encantam o mundo.

O local mais fotografada da Alemanha. Um dos mais visitados pontos da Europa, com quase 1,5 milhao de visitantes por ano. O castelo mais conhecido do mundo. É somente com superlativos que se pode descrever, se é que isso é possível, a grandiosidade do Castelo de Neuschwanstein, ou “Novo Cisne de Pedra”. Assim foi chamado o castelo, construído pelo rei Ludwig II von Bayern, ou Luís II da Baviera.

Ludwig II foi coroado rei em 1864, aos 19 anos, após a morte de seu pai, IMG_0399que já possuia um castelo nas proximidades, apenas para férias de verao, o castelo de Hohenschwangau. Ludwig, sempre de pensamentos grandiosos e admirador de artes, música e tecnologia, logo em seguida comecou a planejar a construcao de um castelo medieval. E em 1869 é iniciada a construcao de Neuschwanstein.

Grande parte do castelo e sua decoracao foram feitos em homenagem ao famoso compositor Richard Wagner, muito admirado por Ludwig. Há quem diga que era mais que admiracao, e que eles eram mais que amigos, mas isso é outra história. Como ele mesmo descreveu para Wagner:

“É minha intenção reconstruir a ruína do velho castelo em Hohenschwangau, próximo do Desfiladeiro de Pollat, no verdadeiro espírito dos velhos castelos dos cavaleiros alemães (…) a localização é a mais bela que alguém pode encontrar, sagrada e inacessível, um templo digno para o divino amigo que trouxe a salvação e a verdadeira benção ao mundo.”

A primeira grande diferenca em Neuschwanstein é que foi desenhado por um criador de cenários teatrais, ao invés de um arquiteto. Isso já mostrava as intencoes de Ludwig de criar algo realmente vindo do mundo da fantasia. O castelo fica em uma regiao privilegiada, ao lado de lagos, cachoeiras, florestas e montanhas, que ficam boa parte do ano cobertas com uma nevoa branca, o que cria uma impressao de que o castelo flutua sobre a paisagem. Construido a 1000 metros de altura, foi necessário implodir uma área do morro para construi-lo e uma estrada foi aberta para levar a infinidade de materiais necessários para sua construcao.

A extravagância romântica de Ludwig é visível em todos os lugares: colunas esculpidas de forma a lembrar palmeiras, um estúdio real onde o único tecido usado é a seda bordada a mão, o chão feito de 2,5 milhões de peças de mármore e a cama real com as torres de todas as catedrais da Baviera esculpidas em madeira macica. Isso sem falar da gruta artifical com estalactites e uma grande neuschwanstein1cascata.

Entre as salas concluídas encontra-se a Sala do Trono, a qual apresenta um candelabro brilhante com pedras preciosas gigantes incrustadas que pesa mais de 1 tonelada, todos os doze apóstolos pintados na parede que rodeia o pedestal do trono e Jesus por trás do pedestal. As paredes e colunas sao todas coloridas e criam a impressao de se estar em um universo único, ali, construído para o rei.

A suite principal do Rei inclui uma cama de dossel em madeira entalhada manualmente, o baldaquino (o “teto” da cama) é entalhado como as torres de cada uma das catedrais da Baviera, um sanitário secreto e uma bacia com água corrente em forma de cisne, provindas de um aqueduto. As janelas do castelo enquadram paisagens como as das páginas de um livro de histórias.

Desde o início da obra o rei se mudou para o castelo ao lado, Hohenschwangau, para assistir o progresso da obra, com a ajuda de uma luneta instalada para esta finilidade. Mas isso ainda não era suficiente e ele queria estar mais perto da obra de seus sonhos. Determinou então que fossem construídos aposentos para ele na própria obra, antes mesmo de sua conclusão. Todos os esforcos foram concentrados na construcao de seu quarto, que levou (apenas o quarto!) 4 anos para ficar pronto. Apenas em 1873, após a conclusão dos apartamentos reais sobre a torre de entrada, e a mudança do rei para o local, a obra pode prosseguir no restante do castelo.

O castelo também inclui um oratório, acessível a partir do vestiário e da suite principal, o qual inclui um crucifixo de marfim; uma sala feita para parecer uma caverna, uma cozinha completa equipada com água corrente quente e fria e um armário aquecido, alojamentos para os criados, um gabinete, uma sala de jantar e o Hall dos Cantores. Esta última divisão era um lugar onde os músicos e os dramaturgos actuavam. O Rei construiu-o para seu amigo e compositor Wagner, como um lugar priviligiado para apresentação de peças.

Em 1881 a obra já estava no quinto andar do castelo, e sua silhuethronsaal_370ta tomava forma. Mas a esta altura o custo da construção de Neuschwanstein era astronômico. Apenas nos últimos três anos do reinado de Ludwig, o total destinado à construção havia chegado à 3,7 milhões de marcos, uma quantia seis vezes superior ao inicialmente estimado. Ludwig já havia gasto toda a fortuna de sua família e parte do dinheiro da Baviera.

As críticas à obra, que não eram raras, começaram a se tornar freqüentes e cada vez mais agressivas. Diziam que era um absurdo gastar tamanha fortuna na construção de um castelo apenas para atender aos caprichos do rei, e que a Baviera iria em pouco tempo à falência se algo não fosse feito. A personalidade de Ludwig, por sua vez, também não ajudava a apaziguar os ânimos. O rei tinha hábitos estranhos, vivia recluso, e até suas refeições tinham que ser entregues sem que ninguém pudesse ver seu rosto.

O resultado não poderia ser diferente. No dia 13 de junho de 1886 o corpo de Ludwig foi encontrado sem vida no lago próximo ao castelo, junto com o do médico que diagnosticara sua suposta insanidade mental.  Supõe-se que ele tenha sido assassinado, mas a verdade nunca chegou a ser esclarecida.

Apesar de todo esforco e caprichos atendidos, Ludwig só conseguiu morar pouco mais de cem dias no castelo, antes de sua deposicao e morte. O castelo nunca foi terminado.

E fica a questao: teria sido melhor que o castelo tivesse sido finalizado, sendo talvez a mais suntuosa construcao artística já realizada no mundo, ou isso teria realmente levado a Bavária à falência, podendo ter mudado o curso da história??

Nao é permitido fotografar seu interior, talvez para criar todo o suspense e a expectativa que levam os milhoes de visitantes até lá. De qualquer forma, coloco as fotos externas que tiramos e algumas internas que encontrei por ai. Reparem que estava nevando. A paisagem estava toda branca, como nos desenhos, como nos contos de fadas… show!  No final, a foto da charrete pagamos para subir o morro. Até rola a pé, mas nao com chuva e neve como naquele dia…

E uma observacao importante: Quem passa pela Europa e nao vai até lá nao sabe o que está perdendo… Wunderbar!!!

Externas (próprias):

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Externas (internet)

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Internas (internet)

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Agradecimento aos viajantes: Anna, Hélio, eu e Letícia!!!

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Fontes: Wikipedia, Imagens e Viagens, Deutsch-Welle

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A Medonha Língua Alemã

Posted by mLopes on Wednesday, 23 January 2008

Alemão é difícil mesmo, e o texto a seguir é uma obra-prima que mostra um pouquinho do sofrimento para aprender esse idioma maravilhoso! Imperdível.

Se a gente estuda uns 5 anos para falar inglês razoavelmente, imagina para alemão. Bom, melhor nao pensar muito nesses coisas. E o difícil é ver na rua uma criancinha de 4 anos falando melhor que você!!! Como é que elas conseguem?? 🙂

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A Medonha Língua Alemã

“(…) Os alemães usam um outro tipo de intercalação que consiste em dividir um verbo em duas partes e colocar metade dele no começo de um excitante capítulo e a outra metade no seu final. Pode alguém conceber algo mais confuso que isso? Essas coisas são chamadas verbos separáveis. A gramática alemã está infestada com esses verbos separáveis, e quanto mais longe conseguir deixar uma parte da outra, mais feliz vai ficar o autor desse crime. Um dos favoritos é reiste ab – que significa partiu. Aqui vai um exemplo que eu catei de um romance e transpus para nossa língua: “Estando agora as malas prontas, ele PAR – depois de beijar sua mãe e suas irmãs, e mais uma vez apertar ao peito sua Gretchen adorada, que, vestida de singela musselina branca, com uma única glicínia entrelaçada nas generosas tranças de seu rico cabelo castanho, tinha cambaleado escada abaixo, ainda pálida com o terror e a excitação da noite passada, mas ansiosa por apoiar sua pobre cabeça dolorida ainda uma última vez no peito daquele a quem ela amava mais ainda do que a própria vida – TIU” .

“Não devemos, contudo, perder muito tempo com esses verbos, porque isso pode nos levar a perder a cabeça; se alguém se fixa nisso e não é avisado das conseqüências, vai terminando amolecendo o miolo – ou petrificando-o. Os pronomes pessoais são outro fértil aborrecimento na língua alemã, e deveriam ser excluídos. Por exemplo, o mesmo som, sie, significa você, e significa ela, e significa a ela, e significa ele(neutro), e significa eles, e significa a eles. Pensem na pobreza esfarrapada de uma língua que obriga uma palavra a fazer o trabalho de seis – e estou falando de uma porcariazinha dessas com apenas três letras! Mas, acima de tudo, pensem na irritação de nunca saber qual desses significados o falante está tentando me transmitir! Isso explica por que, sempre que uma pessoa me diz sie, eu tento matá-lo – se não for um amigo meu, é claro.

“Agora, observem os adjetivos: aqui está um caso em que a simplicidade do Inglês teria sido de grande vantagem; por isso mesmo – não podia haver outra razão! – o inventor dessa língua complicou tudo o que podia. Quando queremos falar de nosso “bom amigo” ou “bons amigos”, em nossa abençada língua, usamos uma só forma e não sentimos remorso com isso [em Inglês: “our good friend or friends”], mas na língua alemã é diferente. Quando um alemão deita as garras num adjetivo, ele vai decliná-lo até que seu próprio juízo entre em declínio. É tão ruim quanto Latim. Ele dirá, por exemplo, no singular – Nominativo: Mein gutER Freund, meu bom amigo. Genitivo: MeinES gutEN FreunDES, do meu bom amigo. Dativo: MeinEM gutEN Freund, ao meu bom amigo. Acusativo: MeinEN gutEN Freund, meus bons amigos. No plural, muda tudo: Nominativo: MeinE gutEN FreundE, meus bons amigos. Genitivo: MeinER gutEN FreundE, dos meus bons amigos. Dativo: MeinEM gutEN FreundEN, aos meus bons amigos. E por aí vai – e vá o candidato ao hospício tentar memorizar essas variações, e vocês vão ver como ele se elege rápido! A única coisa que pode evitar essa encrenca toda é andar mesmo pela Alemanha sem ter amigo nenhum. Claro que eu só mostrei o estorvo que é declinar um bom amigo no masculino; isso é apenas a terça parte da façanha, pois temos de aprender toda uma outra variedade de distorções do adjetivo quando se tratar do feminino ou do neutro. O pior é que existem mais adjetivos nesta língua do que gatos pretos na Suíça, e todos devem ser caprichosamente declinados do modo como vimos no exemplo acima. Ouvi um estudante americano em Heildelberg afirmar, num tom resignado, que preferia declinar dois convites para beber do que um único adjetivo alemão.

“O inventor dessa língua parece ter se esforçado ao máximo para complicá-la. Por exemplo, quando referimos despreocupadamente uma casa, Haus, ou um cavalo, Pferd, ou um cachorro, Hund, escrevemos assim estas palavras. Contudo, se nos referimos a elas no caso Dativo, temos de grudar-lhes um tolo “E” desnecessário: Hause, Pferde, Hunde. Ora, como esse “E” muitas vezes indica o plural, como entre nós fazemos com o “S“, o pobre aprendiz de alemão vai levar no mínimo um mês pensando que são gêmeos um único cachorro Dativo; por outro lado, muito estudante novato, sempre com pouco dinheiro, comprou e pagou por dois cachorros mas acabou só levando um, porque ele, pensando burramente estar usando o plural, comprou o cachorro no Dativo singular – o que deixa a lei do lado do vendedor, é claro, pelas estritas regras da Gramática, não cabendo nenhuma ação legal para recuperar o dinheiro.”

Texto por: Mark Twain, escritor e humorista norte-americano do século XIX.

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Como eu sempre digo: Será que o cara que inventou essa língua (sic) terminou, olhou e falou “ficou bom”???

Palavra do dia: aufwachen=acordar. Mas só se você acordar, porque se alguém acordar você, ai é aufwecken. Pode???

Obs.: Republicado, atendendo a pedidos.

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Alemães: simpáticos ou não?

Posted by mLopes on Saturday, 19 January 2008

Fala-se muito sobre o comportamento acolhedor do brasileiro e da frieza em geral do europeu, e muito do alemão também. Será?

O que eu já posso dizer que minha experiência com o povo alemão tem sido ótima. Não têm nada de frios e antipáticos. Pelo contrário. São muito prestativos. Em qualquer lugar que você vá eles têm paciência em repetir até você entender, oferecem ajuda, etc. Não sei se tem a ver com o fato de Freiburg tem uma quantidade muito grande de estrangeiros, mas acho que não.

É claro que eles são na deles. Não saem por ai puxando papo, mas quando você precisa de ajuda, sempre são muito prestativos! Por outro lado, como já falei em outras oportunidades, são precisos e metódicos (isso não quer dizer chatos).

Portanto, para mim o mito tá derrubado. Os alemães não são antipáticos. Só são metódicos e “na deles”. Coisas diferentes.

Obs.: Essa opinião é somente pela minha experiência em Freiburg. Se eu perceber uma diferença muito grande em outras regiões, depois digo aqui.

Palavra do dia: Kurzzeitgedächnisschwund = Perda de memória recente. Para quem assistiu o filme Procurando Nemo, a Dory sofre disso (as vezes acho que eu também). Já tinha assistido umas 10 vezes em português e hoje assisti em alemão!! Áudio e legendas em alemão. E como já vi muito em português, é legal que ajuda a associar as palavras.

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Era fila???

Posted by mLopes on Tuesday, 15 January 2008

Hoje acho que me xingaram em alemão pela primeira vez! Emocionante… hehe 🙂

Depois da aula eu fui até a secretaria da escola para pedir umas informações. Chegando lá, entrei e perguntei o que eu queria para a mulher. Quando ela sai para pegar alguma coisa, ouço alguém falando, olho para trás e tem um cara transtornado falando um monte de coisas (incompreensíveis, claro!). Apesar de não entender as palavras, deu para perceber claramente que ele tava dizendo que estava na fila, dada a quantidade de gestos que ele fazia enquanto bufava.

Mas ele estava parado a 5 metros da entrada da secretaria!!! Como eu ia adivinhar que ele, lá longe da porta, estava na fila?? Sei lá, achei que estivesse lendo os murais informativos… Na verdade acho que nem reparei que o cara tava lá!!!

Mas consegui pedir desculpa, disse que não tinha visto e falei para ele ir então. Mas ele disse que não queria, que agora eu podia ficar. Mesmo insistindo ele não quis. Bom, ai já tava feito né… Terminei e fui-me embora, triste com o esporro e por ter furado a fila, mas feliz por ter conseguido responder direito!

Moral da história: Veja com cuidado se realmente não tem fila. Para os alemães, certinhos como são, deve ser um insulto dos mais graves você, mesmo sem querer, furar a fila!

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Lavar roupa todo dia, que alegria!!!

Posted by mLopes on Sunday, 13 January 2008

Claro que uma hora eu ia ter que ter problemas para escolher alguma coisa no supermercado. E essa hora chegou quando fui comprar sabão em pó ontem.

Cheguei na prateleira das coisas de limpeza e me dei conta de que aqui não tem Omo! É, assim não teria graça. Peguei as várias caixas que tinham roupa desenhadas e olhei, analisei, procurei palavras iguais, mas nada… Não dava para ter certeza se realmente era. E bem nesse dia esqueci meu companheiro de todas as horas, o dicionário!! (detalhe: não sabia como era sabão em alemão)

A única referência que eu tinha era o que a Bettina usa em casa, mas era o que havia de mais caro no corredor inteiro. No way. E nesse que eu conhecia também não tinha nenhuma palavra em comum com os outros. Como me disse a Rosana outro dia, cada fabricante deve escrever a palavra que lhe agrada mais: amaciante, amaciador, afofador, cheirinho, afofidificador, etc… Para que facilitar, se você pode complicar?

Tentei nos líquidos, que aqui já sabia que eram muito comuns. Péssima idéia. Ai a possibilidade de confundir com amaciante, água sanitária e desinfetante é bem maior. Voltei para as caixas e vi que tinham uns em tabletes!?!?!? Seria o que isso? Para lavar louça não, pois tinha roupa desenhada. Bom, resultado: comprei o que me pareceu mais razoável e fui pra casa. Chegando em casa abri, cheirei, lavei a mão e parecia OK. Procurei a palavra no dicionário e dizia ser “detergente”. Estranho, mas pode ser só uma diferença do significado mesmo.

Agora hoje fui estrear a máquina de lavar. A Bettina já tinha me ensinado, mas claro que não lembrava direito. O pouco texto de explicação dos 9 programas disponíveis já era um pouco demais para mim. E lá vou eu com o dicionário para a frente da máquina. Achei o programa, coloquei, mas havia mais 3 botões que eu não sabia pra que serviam. E esses três não tinham texto, só hieroglifos incompreensíveis. Na dúvida deixei como estavam. A pessoa anterior deveria saber o que estava fazendo!!

Agora está lá a roupa girando. Torçam para que dê tudo certo!!!! 🙂

Palavra do dia: Rundfunkgebührenstaatsvertrag. Um ótimo exemplo de como os alemães juntam as palavras para inventar outras. E essa precisa de uma explicação mais detalhada. Por partes: rund=circular + funk=radio == Radiodifusão + gebühren=taxa + staat=estatal + vertrag=contrato. Portanto: Contrato Estatal de Taxa de Radiodifusão. É sobre o tal do imposto de TV. Tudo em uma palavra só! c.q.d. Como queríamos demonstrar.

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