Aventuras na Chucruteslândia

a terra da batata, da cerveja e das mulheres de peito grande e zero de bunda

  • Sobre o Blog

    Este foi um espaço usado por cerca de 1 ano, o que durou a fantástica experiência de largar tudo, trabalho, família e casa, e ir para a Alemanha, em Freiburg, para passar 1 ano estudando e pensando na vida.

    Funcionou, já que voltei e mudei minha vida de uma forma que não imaginava, e de que não me arrependo nem um pouco.

    Ficam agora as memórias das viagens, dos micos e dos novos amigos conquistados. Conheci gente de todo canto, principalmente no curso. Deixe-me tentar listar: alemães, russos, chineses, algerianos, turcos, sul-coreanos, italianos, croatas, iugoslavos, ucranianos, tailandeses, indianos, nepaleses, romenos, franceses, espanhois, portugueses, holandeses, islandeses, etc. (devo ter esquecido de algum, mas sa para ter uma idéia!!)

  • Utilidade

    Espero que tenha alguma utilidade para você, visitante, que deve ter encontrado em alguma pesquisa ou link perdido internet afora.

    Bom proveito.

    Qualquer coisa, deixe um comentário que responderei com prazer.

Viagem: Paris – Louvre

Posted by mLopes on Monday, 22 September 2008

As 35.000 obras em conjunto com os 8 milhões de visitantes anuais transformam o Louvre no maior museu da mundo, um fenômeno cultural que inclui obras pré-históricas, medievais, renascentistas e contemporâneas.

Essa foi a segunda viagem para Paris. Na primeira visita, conhecemos a maior parte das atrações e pontos turísticos, com exceção do Louvre, que por confusões que fizemos com os horários de funciocour-louvrenamento acabamos não conseguindo visitar. Nas minhas viagens de julho, ao invés de iniciar por Londres, aproveitei para encontrar o Theo em Paris. Ele ficou vários dias, mas eu fui só para o último dia, para visitarmos o tal do museu.

Cheguei na véspera a noite, e aproveitamos para tomar umas cervejas na frente do albergue. Inclusive os hostels são ótimas opções para conhecer gente de todo canto e até arranjar uma turma para fazer os passeios pela cidade. Ou, claro, pra ir pras baladas! Em algumas (na verdade várias) horas que ficamos bebendo lá na frente, conhecemos americanos, canadenses, austríacos, australianos, alemães, etc. Bem legal isso. O problema é que como estava legal acabamos ficando até as 3 da manhã, sendo que com o “bocadinho” que havíamos bebido não havia a menor chance de acordar antes das 10 da manhã.

Mas isso nem foi muito problema, já que a única visita seria no Louvre e é quase impossível ficar mais de 5 horas em um Museu (no mesmo dia) sem ficar de saco cheio, por melhor que seja o acervo. E ai a visita fica culturalmente improdutiva. Bom, passamos do meio dia até as 5 ou 6 da tarde por lá. Claro que não conseguimos ver tudo. Isso é quase coisa impossível para um turista. Até andamos por boa parte dos 16 km de corredores, mas com certeza vimos em mais detalhes no começo a parte de pré-história e antiguidade, e depois passamos a visitar “apenas” as principais obras.

O balanço é que realmente vale a pena passar várias horas ali. Nem pense em menos de 4 horas. O audio-guide não é tão bom: além de arcaico, ainda tem relativamente pouca informação. De qualquer forma, contando o preço de uma viagem a Paris, não são esses 6 euros que vão comprometer o orçamento. Ah, e acompanhe no mapa (fornecido gratuitamente) onde você está, atentando para as obras que possuem destaque no folheto: são as mais importantes e/ou famosas. Mas procure não ficar só nessas. Há muita coisa fantástica que só andando com calma pelos corredores…

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A História do Palácio do Louvre

No século XII o poder e a influência geral da monarquia francesa cresceu consideravelmente na Europa, tanto dentro como fora de seus limites. Isso levava a sérios riscos de invasão e ataque, principalmente por parte dos ingleses e da normandia. Esse cenário levou à construção de um muro para proteger a cidade, na época a maior da europa. Esse muro às margens do Rio Sena formou uma fortaleza que passou a ser chamada de Louvre.

A primeira grande mudança na história do Louvre era sua transformação na residencia real e sede do governo. Com a cidade em franca expansão para além dos limites da fortaleza, essa medida condizia com a importância crescente do poder do governo monárquico.

EPV0095 octoberlouvre_charles_v 

Mas foi no reinado de Luís XIII e Luís XIV que o Louvre ganhou os contornos que vemos hoje. Teve suas galerias ampliadas e começou a receber cada vez mais funções relacionadas a artes. No governo de Luís XIV, com os movimentos sociais aumentando (e que levariam no século seguinte à Revolução Francesa), o monarca decide construir o Palácio de Versailles, uma obra prima e ainda considerado uns dos maiores palácios, se não o maior. Por volta de 1690 o governo transfere toda a administração e residencia real para o novo palácio, longe das revoltas populares, iniciando a transformação do Louvre em um espaço quase que totalmente dedicado à arte e à ciência. Porém só quase 100 anos depois, com a Revolução Francesa e a deposição e execução de Luís XVI é que o Louvre foi oficialmente transformado em um Museu aberto à população. Aos poucos as galerias foram tomando todo o espação do antigo palácio.

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No governo de Napoleão Bonaparte o Louvre, sob ordens do imperador, recebeu diversas melhorias e embelezamentos, além de milhares de peças oriundas dos outros reinos e povos dominados pelo temido general francês. Após a queda de Napoleão, entretanto, grande parte dessas obras foi reclamada e recuperada por seus donos.

Na década de 80 o então presidente François Mitterrand executou o projeto Grand Louvre, cuja principal – e controversa – alteração foi a construção da grande pirâmide de vidro, que ocupa o pátio principal. A pirâmide é obra do arquiteto sino-americado I. M. Pei, hoje com quase 100 anos, e visa integrar o passado glorioso do palácio e seu prédio histórico, com a modernidade reluzente em suas paredes de vidro. A obra conseguiu dar essa sintonia ao museu, sendo hoje uma das principais marcas do Louvre. Ainda assim, até hoje, é motivo de muita controvérsia pelo mundo e, principalmente, na França conservadora.

louvre-pyramid

À frente do castelo, o grande jardim é o início da caminhada dos turistas pela linha reta de 3,5 km que liga a pirâmide ao
Arco do Triunfo, atravessando toda a avenida Champs-Elysées.

  img-0518 img-0536

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Obras Famosas:

  • Venus de Milo
  • Vitória de Samotrácia
  • Mona Lisa, Leonardo Da Vinci
  • O Codigo de Hamurabi
  • Colecção de Arte egípcia
  • Os Aposentos de Napoleão
  • A Liberdade guiando o Povo, Eugène Delacroix
  • Psiquê revivida pelo beijo de Eros, Antonio Canova

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Fotos!

 Psiquê revivida pelo beijo de Eros, Antonio CanovaPátio Interno do Louvre, repleto de esculturas de grandes dimensões     

Tabuleiro de Xadrez em pedras preciosasArte egípciaDados um bocado antigos    

DSC02910IMG_1172Aposentos de Napoleao: A Sala de Jantar 

Olha a Monalisa lá no fundo!Vênus de Milo. Incrível. A Liberdade guiando o Povo, Eugène Delacroix

É isso. Show! Fui…

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