Aventuras na Chucruteslândia

a terra da batata, da cerveja e das mulheres de peito grande e zero de bunda

  • Sobre o Blog

    Este foi um espaço usado por cerca de 1 ano, o que durou a fantástica experiência de largar tudo, trabalho, família e casa, e ir para a Alemanha, em Freiburg, para passar 1 ano estudando e pensando na vida.

    Funcionou, já que voltei e mudei minha vida de uma forma que não imaginava, e de que não me arrependo nem um pouco.

    Ficam agora as memórias das viagens, dos micos e dos novos amigos conquistados. Conheci gente de todo canto, principalmente no curso. Deixe-me tentar listar: alemães, russos, chineses, algerianos, turcos, sul-coreanos, italianos, croatas, iugoslavos, ucranianos, tailandeses, indianos, nepaleses, romenos, franceses, espanhois, portugueses, holandeses, islandeses, etc. (devo ter esquecido de algum, mas sa para ter uma idéia!!)

  • Utilidade

    Espero que tenha alguma utilidade para você, visitante, que deve ter encontrado em alguma pesquisa ou link perdido internet afora.

    Bom proveito.

    Qualquer coisa, deixe um comentário que responderei com prazer.

Viagem: Paris

Posted by mLopes on Saturday, 31 May 2008

Um dos principais destinos turísticos do mundo, Paris realmente faz por merecer! A cidade é muito bonita e as atrações disponíveis são infinitas.

Ficamos três dias completos na cidade, no feriado de primeiro de maio. Fomos de carro, já que estávamos em 5 e o carro alugado valia mais a pena que as passagens de trem. Alugamos um carro grande, para 5 dias, por cerca de 200 euros. Contando que a passagem de trem de cada um não sairia por menos de 130 euros, dá para ver como foi um bom IMG_0518negócio, mesmo ainda tendo a gasolina, que custou mais uns 100 e tantos euros.

Chegamos a noite em Paris, já de madrugada, no dia 30 de abril. Fomos direto para o hotel, quebrados pelas 8 horas de viagem. A primeira surpresa, para variar, foi o hotel. Desagradável surpresa, diga-se de passagem. Reservamos um Formule 1, que já era nosso conhecido do Brasil. Imaginamos que por ser da rede Accor, que tem um padrão mundial, seria mais que tranquilo. Em São Paulo há alguns, e eles são hotéis super-econômicos, mas arrumadíssimos. Lá encontramos outra coisa. O quarto não tinha banheiro, que era no andar, e esse foi o grande problema. Principalmente para as duas senhoritas que nos acompanhavam. Mas como o objetivo do hotel era só para dormir e não para passar horas, então ficamos por lá mesmo. Os míseros 45 euros que pagamos para um quarto de 3 pessoas não nos deixaram outra opção. Hoteis na capital francesa normalmente saem pelo dobro disso, quando não mais.

No primeiro dia passeamos a pé pelo centro, visitamos a Igreja de Notre-Dame, a Praça da Bastilha, o Louvre (por fora), o Trocadero, de onde se tem uma ótima visão da Torre Eiffel, e a Basílica de Sacre Cœur. Estimamos em mais de 20km nossa caminhada do dia todo, agravada por termos nos perdido no local mais fácil de se andar em Paris, graças ao pessoal ter me delegado a tarefa de ser o guia e ficar com os mapas. Justo eu, que nasci com o GPS do cérebro quebrado e me perco até para sair do IMG_0472elevador. Mas de qualquer forma foi muito legal o dia.

Na praça de Notre-Dame, um velhinho empreendedor vende pedacinhos de pão por 1 euro (!!!) para os turistas que querem levantar a mão e ter um monte de pardais vindo comer em seus dedos. Óbvio que eu não comprei, mas deu para tirar várias fotos legais dos passarinhos.

O Louvre dispensa agora muitos detalhes, que estão mais abaixo. Visitamos a parte externa do prédio, que é um esplendor. Não deu para tirar muitas fotos legais, pois o tempo estava nublado demais. Resolvemos voltar depois. Caminhamos pela Champs-Elysées até onde a chuva permitiu, e depois pegamos um metrô para o Trocadéro, um local mais alto, de onde se tem a melhor vista da Torre Eiffel. Passamos umas boas horas ali, impressionados pela visão impressionante da torre. Nos cafés dali é possível tomar um chopp ou um café nas mesinhas externas, talvez com a melhor vista que um café pode ter no mundo. Claro que isso tem um (alto) preço, mas faz parte da brincadeira.

Depois partimos para a Basílica de Sacre Cœur. Igreja muito bonita, no topo de uma montanha, branca como poucos prédios. Muito bonita por dentro, pena não ser permitido fotoIMG_0699grafar. Aproveitamos o final de dia para fazer, como muitos ali, um piquenique no jardim, enquanto muitos outros descansavam e até dormiam sobre a grama verde da primavera.

O segundo dia foi dedicado à tal da torre. Foram mais de 4 horas para visitá-la, contando duas horas e meia de fila e mais quase duas para subir, olhar, tirar fotos e descer. Tudo é demorado ali. Fila para entrar, fila para o primeiro elevador, fila para o outro elevador que leva ao topo, fila para escada, fila para descer, fila para banheiro… Mas vale a pena. A visão da cidade inteira compensa. São dois estágios de observação. Quando se compra o ingresso, é possível escolher entre apenas o primeiro ou incluir já o andar superior. Claro que vale demais a pena subir ao topo, não precisa nem perguntar duas vezes. À noite voltamos ao Trocadero para vê-la iluminada. Muito legal. A cada meia hora ela passa 5 minutos com milhões de luzes piscando, num efeito bem legal.

Como o dia estava lindo, talvez até então o mais ensolarado e quente de minha estada na Europa, passeamos de barco pelo Sena. São várias as companhias que oferecem os tours, com barco panorâmico e guia explicando o que significa cada construção, cada ponte e cada monumento visível do leito do rio. Dica: fujam de um tal de BatoBus. Como o nome diz, é mais um ônibus do que barco. Apesar de oferecer passagem válida para o dia todo, o barco é fechado e fica parando a cada poucos metros, como se fosse um ônibus mesmo. Melhor pagar mais e fazer um passeio só, direto, englobando todos os pontos turísticos.

O último dia foi praticamente para o Palácio de Versailles. Na verdade ao jardim, já que não entramos. Antes fomos tomar café no Trocadero, em frente à Torre. Muito agradável. Tudo bem que foi o café da manhã mais caro que já tomei. Uns 50 reais por um capuccino, um croissant, um pão de chocolate e um docinho, mas que estava bom estava.

Pegamos o trem para o Palácio de Versailles. O sol estava lindo como no dia anterior. Multidões IMG_0727pegando os trens em direção ao palácio. Fica a quase 1 hora de Paris, contando metrô e trem. O jardim é lindo.  Já estava todo verde. Possui muitas fontes e estátuas, além de matas, lagos, flores e árvores. As pessoas, até parisienses, passam o dia lá, como vamos ao Ibirapuera em São Paulo, andando, correndo, namorando, descansando e dormindo. Andamos bastante por lá, e paramos para nosso piquenique, com as coisas que estavam já na mochila, compradas para isso. Vinho, pão e queijo. No local onde estávamos, nada mais que isso era preciso (ah, limpamos tudo depois, claro). Ficamos até as 16:30, quando as “fontes musicais” são ligadas. Por algum motivo elas permanecem desligadas o dia todo e são ativadas nesse horário, por 1 hora e meia, junto com músicas clássicas agradabilíssimas e que parecem sair do chão, por todos os cantos do imenso parque.

No final da tarde fomos ao Louvre para visitá-lo (constava que o horário era até 22:00), mas lá descobrimos que a noite só funciona a galeria inferior de lojas e exposições. Não o museu em si. Acabamos sem ver a Monalisa, mas OK, fica para a próxima.

Apesar de tudo isso não dá para deixar de colocar um ponto dificilmente citado em guias. A cidade é muito velha, no sentido de mal conservada mesmo, com exceção dos monumentos principais. O metrô, por exemplo, é extremamente feio para uma cidade como Paris. Claro que muito útil com suas 14 linhas (SP tem 4), mas não justifica as paredes caindo aos pedaços em uma estação em plana Champs-Elysées (foto abai
xo). A cidade tem poucas lixeiras, que ainda são feias (suporte com o saco plástico aparecendo) e pequenas, não comportando todo o lixo e resultando em acúmulo ao seu redor. E não venham me dizer que era feriado e a cidade estava muito cheia. Com os bilhões arrecadados com o turismo na cidade, é inadimissível que a Champs-Elysées esteja imunda em um sábado a noite. Pronto, falei!

lixeira-paris IMG_0707 IMG_0708 

Claro que esse ponto da sujeira não tira, nem de longe, a beleza da cidade, mas é um ponto muito negativo.

 

Louvre

O mais conhecido e visitado museu do mundo, com mais de 8 milhões de pessoas passando por seus 16km de corredores e mais de 30.000 obras expostas. Entre elas estão Monalisa e Vênus de Milo, por exemplo. Até então sede do governo francês, foi abandonado por por Luís XIV em 1682, em favor do Castelo de Versailles. O prédio é realmente muito grande e por si só uma obra de arte. Dá para passar horas só reparando nos detalhes externos da construção. Nos entornos e pequenos arabescos que se multiplicam aos milhões para cobrir cada canto, cada parede do museu, mesmo pelo lado de fora. Na década de 80 o então presidente François Mitterrand executou o projeto Grand Louvre, cuja principal – e controversa – alteração foi a construção da grande pirâmide de vidro, que ocupa o pátio principal. À frente do castelo, o grande jardim é o início da caminhada dos turistas pela linha reta de 3,5 km que liga a pirâmide ao Arco do Triunfo, atravessando toda a avenida Champs-Elysées.

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Catedral de Notre-Dame

A famosa catedral que parece ter as torres não terminadas, por serem quadradas, foi construída no século XII. Fica na “Ilha da Cidade”, uma das duas ilhas do Rio Sena, em pleno centro de Paris. Em frente à catedral fica o marco zero da França, a partir do qual todas as distâncias das estradas nacionais são calculadas. Palco de importantes momentos franceses, ali foi coroado Napoleão Bonaparte em 1804 e beatificada Joana d’Arc no início do século XX.

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Basília de Sacre Cœur

No ponto mais alto de Paris, no topo da montanha de Montmartre, está a Basílica do Sagrado Coração. Foi construída como pagamento de uma promessa, pela França ter resistido às investidas dos alemães na Guerra Franco-Prussiana, em 1870. Assim como a Basílica de São Pedro, em Roma, é toda construída em rocha Travertino, uma pedra branca que constantemente dispersa cálcio, garantindo sua cor branca mesmo com os efeitos do tempo, da chuva e da poluição.

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Torre Eiffel

Inaugurada em 1889, a torre de Gustave Eiffel foi escolhida em um concurso para honrar o centenário da Revolução Francesa. Em 1909, quando o contrato de 20 anos do terreno se expirou, a torre quase foi demolida (!!!), sendo salva apenas pelo seu valor como antena de rádio. Com seus mais de 300 metros de altura,  é hoje o símbolo francês mais conhecido no mundo. Os turistas podem subir até o alto, na plataforma panorâmica superior, que será redesenhada em 2009 e dobrará de tamanho, mudando levemente a silhueta da torre.

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Palácio de Versailles

Foi construído por volta de 1680 por Luís XIV, que foi rei da França dos 5 anos de idade até quase os 80. Um dos maiores do mundo, possui 700 quartos, 2 mil janelas, mais de 1000 lareiras e um jardim-parque de 700 hectares (quase 300 alqueires paulista). À época, construções suntuosas de palácios eram importantes para demonstrar poder e superioridade. Isso, acrescido aos desejos do autoritário rei, resultaram no Palácio de Versailles. O jardim é um monumento. Suas dezenas de fontes exigiram a construção de um dos maiores esquemas de engenharia do século XVII para conseguir captar água suficiente para abastecê-las.

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Arco do Triunfo

Em 1836 Napoleão Bonaparte inaugurou esse monumento, em homenagem às vitórias militares francesas. A obra de 50 metros de altura possui relevos artísticos impressionantes. No solo, sob o arco, está o famoso “Túmulo do Soldado Desconhecido”, onde repousam as cinzas de um combatente francês não identificado, morto pela pátria na Primeira Guerra Mundial. Representa hoje uma homenagem a todos os cidadãos franceses que morreram pela pátria e cujos corpos não foram localizados.

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Créditos: Wikipedia.

Fotos Diversas: momentos interessantes da viagem!

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Foto da Viagem. Da esquerda para direita: Eu, Seth, Bruno, Priscila e Letícia.

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