Aventuras na Chucruteslândia

a terra da batata, da cerveja e das mulheres de peito grande e zero de bunda

  • Sobre o Blog

    Este foi um espaço usado por cerca de 1 ano, o que durou a fantástica experiência de largar tudo, trabalho, família e casa, e ir para a Alemanha, em Freiburg, para passar 1 ano estudando e pensando na vida.

    Funcionou, já que voltei e mudei minha vida de uma forma que não imaginava, e de que não me arrependo nem um pouco.

    Ficam agora as memórias das viagens, dos micos e dos novos amigos conquistados. Conheci gente de todo canto, principalmente no curso. Deixe-me tentar listar: alemães, russos, chineses, algerianos, turcos, sul-coreanos, italianos, croatas, iugoslavos, ucranianos, tailandeses, indianos, nepaleses, romenos, franceses, espanhois, portugueses, holandeses, islandeses, etc. (devo ter esquecido de algum, mas sa para ter uma idéia!!)

  • Utilidade

    Espero que tenha alguma utilidade para você, visitante, que deve ter encontrado em alguma pesquisa ou link perdido internet afora.

    Bom proveito.

    Qualquer coisa, deixe um comentário que responderei com prazer.

Turma do Curso de Alemão

Posted by mLopes on Tuesday, 28 October 2008

Nesse tempo em Freiburg passei por duas turmas de Alemão. Fiz o curso na VHS Freiburg (Volkshochschule). É uma escola do governo. Não é de graça, mas é subsidiada. Uma boa opção para quem não rola pagar os mil euros mensais do Goethe. Claro que eles fazem valer cada centavo desse dinheiro (conheci o de São Paulo), mas para mim não rolaria pagar essa grana.

A VHS foi bem adequada, na minha opinião. Os professores foram ótimos (Sabine e Werner), e eram sempre os dois revezando metade de cada manhã, para deixar mais dinâmica a aula. Os dois são muuuito bons. Claro que cada escola tem professores mais ou menos adequado para cada aluno, mas já é uma boa referência. Quem quiser dicas sobre escolas, VHS, etc., pode me pedir nos comentários.

Bom, e como curso intensivo cansa pra caramba, faziamos várias festinhas. De final de turma, de despedida quando alguém ia embora… Cada um levava uma coisa (típica de seu país, ou não!), uma musiquinha e pronto!! Uma manhã melhor que ficar aprendendo declinação de adjetivos. 🙂

Na minha maior investidura culinária do curso, fiz beijinho, cajuzinho e brigadeiro, acompanhados de guaraná antartica. Nosso refrigerante foi considerado, digamos, só um refrigerante mesmo. Agora os doces fizeram sucesso. E o que eu não esperava: o mais pedido foi o cajuzinho!! Tive que dar até a receita em alemão. (acho que vou colocar aqui, só para ver se algum alemão chega, pelo google, procurando nossas gostosuras brasileiras.

Na última festinha (maior parte dessas fotos) eu já não estava, pois já tinha ido para o tour geral pela zoropa. Mas coloco aqui as fotos com identificação do povo mega-internacional.

Na foto maior, da esquerda para direita: Rackwann (Tailândia), Hyo Sun (Coréia), Huma (Índia), Madhu (mais baixa, do Nepal), Marcilane (mais alta, do Brasil!),  Svetlana (Rússia), Sabine (professora!!), Cristina (Itália), Paul (Nigéria) e Ahmed (Argélia).

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Dessa turma, que não estão na foto: Eu (estava viajando no último dia, da festinha…), Min Yao (China), Micaela (Romenia), Ting (China), Helena (Rússia), Werner (professor), Maximiliano (Ucrânia), Vita (Ucrânia), Costantino (Itália).

De turmas anteriores: Yang Tse (Coréia), Leyla (Iugoslávia), Clarice (Brasil), Denis (Ucrânia).

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Fota de outra festinha (anterior): Werner (professor), Svetlana (Rússia), Ting (China), Eu, Sabine (professora) e Costantino (Itália).

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Veja aqui nossa viagem para o: Europa Park – Parque de Diversões

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Saudades…

Posted by mLopes on Tuesday, 14 October 2008

Já estou com saudades. De recordacao e em homenagem ao frio que comeca a aparecer por aquelas bandas…

 

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Viagem: Berlim

Posted by mLopes on Wednesday, 8 October 2008

Cidade da história, da liderança, dos contrastes, do terror, da guerra e da volta por cima. Essa é Berlim!

Cansados das viagens de avião de madrugadas (=baratas), pensamos que a ida de Amsterdam para Berlin de trem durante o dia seria uma maravilha. Acho que até seria mesmo não fosse o ar condicionado do trem quebrado sob os 30 graus do verão europeu de julho. Foram 6 horas torturantes. Um fio de vida aparecia quando o ar condicionado funcionava a cada 2 horas, por uns 20 minutos. Difícil. Até nosso clássico piquenique no trem ficou comprometido!!!

Bom, voltando à Berlim:

Acho que o motivo de eu ter tanta voltade de conhecer Berlim é que, além de ser a capital da Alemanha, a cidade foi palco dos maiores acontecimentos da história da Europa. Bons e ruins. Lá mora um povo que vive a liberdade, que sabe o que é ter uma parede gigante no meio do caminho, sabe o que é destruição de uma guerra. Um povo que teve a força de se levantar, que reconstruiu seu lar, sua empresa e seu governo. Um povo que aprendeu com os erros. Um povo que saiu literalmente das cinzas e dos destroços para, em menos de 50 anos, voltar à liderança continental. Esse “povo” está por toda a Alemanha?. É a Alemanha. Mas em Berlim parece que ele se materializa. A nação fielmente representada por sua população.

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Reichstag, o Parlamento Alemão:

Sua construção foi iniciada logo depois da (primeira) unificação da Alemanha, em 1871. Uma construção extremamente imponente, ainda mais em sua época inicial. A casa do parlamento alemão foi incendiada em 1933, provavelmente pelos próprios nazista, para que tivessem um motivo para suspender vários direitos da população. Destruído pelo fogo, ficou abandonado por toda a segunda guerra, sendo ainda mais destruído por bombardeios no final do conflito.

Durante a divisão da Alemanha o prédio ficou fisicamente na parte ocidental que, por ter sua capital na cidade de Bonn, não o utilizava para fins parlamentares. Ainda assim, e apesar do estado do edifício, ficou decidida sua restauração, apesar de estar já praticamente demolido pela guerra. Um concurso elegeu o projeto de uma cúpula de vidros e espelhos, única significativa modificação externa.

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Fotos Acima: Construção original em 1895, Reunião dos nazistas e depois, destruído pela II Guerra

Voltando a suas épocas de glória, depois da reunifficação foi palco dos discursos oficiais de reintegração e, claro, da decisão de transferir a sede do governo de volta de Bonn à capital Berlin.

A vista é maravilhosa e não é à toa que seja ponto obrigatório de visita. A visão de boa parte da cidade é muito bonita. É possível circular por todo o teto, ao redor da cúpula, e subir até o ponto mais alto da abóboda espelhada. Vale muito a pena, só chegue cedo para pegar menos fila e, por sorte, alguma sombra, caso seja verão!!!

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Punks:

Mesmo com toda a organização alemã, é possível ver pela cidade grupos de punk. Isso talvez seja ainda resultado da época do terror: eles evitam julgar ou segregar qualquer parcela da população que, por mais que seja estranha e diferente do “jeito alemão de ser”, viva pacificamente. A polícia está por lá, mas aparentemente faz vista grossa à confusão e desorganização em plena praça pública.

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Na última foto: “A fronteira não divide os povos, mas sim os de cima e os de baixo”

Observação: Esses não são os Skinheads, neo-nazistas seguidores de Hitler, que são combatidos com o maior rigor da lei alemã (não admitem qualquer apologia à fatídica época de segregação). Falamos aqui só dos punks que têm seu estilo de vida próprio e vivem de uma maneira diferente mas (teoricamente) sem maiores problemas policiais.

Turismo da Guerra:

É triste ver pessoas na rua vestidas de policial vendendo fotos, máscaras de guerra, pedaços do muro com (duvidosos) certificados de origem, cópia de vistos e documentos da época e tudo mais nessa linha. Para que alguém iria querer comprar uma máscara de gás? Dispensável. Pior que isso só uma amiga (acho que do Hélio) que foi no campo de concentração e depois perguntou se não vendia nenhuma lembrancinha.  Ela queria o que, um ossinho de judeu de lembrança?? Lamentável…

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Curiosidade: Os semáforos da então Alemanha Oriental (comunista), foram preservados. Seus bonequinhos felizes e com chapéus são considerados uma maneira dos OSSIs (alemães orientais) conservarem a (dura) história da parte comunista. Mundialmente famosos!

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Viagem: Amsterdam – Parte 2

Posted by mLopes on Thursday, 2 October 2008

Continuacao do post Amsterdam – Parte 1. Veja abaixo as fotos das fervecoes da noite e dos museus da cidade.

Red Light District:

É o bairro boêmio da cidade. Na verdade esse é um nome bonito, porque no fundo é um bairro feio, sujo (pelo menos mais que o resto da cidade), com vielas escuras e cheio de povo estranho com roupas esquisitas. Ali o comércio de droga (legal de maconha nos coffes e ilegal de cocaína nas ruas) junta-se à prostituicao (também legalizada, em locais e casas específicas) e às casas com temática pornô (shows ao vivo e cinema) para formar talvez o maior centro de “drogas, sexo e rock & roll” do ocidente (a China sempre tem o maior do mundo, em qualquer coisa).

Pelo menos nao é muito perigoso, apesar da cara. As cameras estao por todos os lados, principalmente nas ruelas escuras. Policiais também passam frequentemente pelas ruas. Fazem vista grossa para os indivíduos que oferecem (nao tao) discretamente cocaina nas ruas, mas pelo menos marcam presenca policial por la.

As casas de prostituicao sao realmente diferentes. Legalizadas, possuem um luminoso vermelho na fachada para se identificarem como tal e, via de regra, vitrines com prostitutas que ficam ali se mostrando e chamando os potenciais clientes. Nao só a noite, mas muitas vitrines estao ocupadas em plena luz do dia. As prestadoras de servico (em suas ousadas lingeries) ficam nas vitrines defronte às calcadas, onde turistas a procura de sexo e famílias passeiam com suas criancas. Estranho nao?? Pior que nao. Ou sim? Complicado. Isso é Amsterdam.

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Observacao 1: Nao ache que vai ver só beldades nas vitrines. Há muitas barangas e “mocinhas” fora do peso ideal. Mas como tem gosto pra tudo, elas estao la. Pior que isso: continuam la, sinal de que realmente nao faltam clientes para que elas possam pagar o aluguel da vitrine, às vezes cobrado como diária pelas casas. Se oferecerem seus servicos e voce, em plena luz do dia (e consciencia) recusar, nao estranhe ser chamado de viadinho ou ouvir um palavrao. Como eu sempre digo: bizarro!!!

Observacao 2: Sem preconceitos. Quando falo que há gente estranha e esquisita, significa que isso é diferente do meu dia-a-dia. Tanto que fiquei num albergue la, quase no meio da muvuca. E quer saber, como diria a Solange: o site é meu, a vida é minha, o “pobrema” é meu. 🙂

Pub Crawl:

Na cidade há um famoso Pub Crawl, que é um tour em grupo por vários bares e baladas. Ótimo para os turistas, pois é uma chance de ter um guia para levá-lo a opcoes legais da noite. Claro que nem sempre sao as melhores (acordos comerciais, patrocinio), mas vale muito a pena. Paga-se acho que 15 euros, mas com direito a drinks em todas as casas e algum tempo de cerveja (e shots diversos) grátis. Reune pessoal de praticamente todos os albergues e, claro, de todos os lugares do mundo. Se quer conhecer a noite local, reserve uma noite para o Crawl e outra para sair “por conta” em algum dos bares/baladas tradicionais, com menos turistas.

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Vídeo Bônus: Como mal da para ouvir no video: "Bar Cinco!!!": Quinto bar do segundo dia (seguido) de pub crawl em Amsterdam. Nao estranhem, portanto, nossas caras de b?êbados retardados cansados… Cortesia Sobral&Sobral Producoes Noturnas Multimídias. (Valeu Lucas!!!)

 

Museu Van Gogh:

Muito legal. Conta toda a história do pintor, com apresentacao cronológica de suas obras.

Vincent Van Gogh foi, em vida, o que se pode chamar de um verdadeiro fracassado (e deprimido). Reprovou nos exames para entrar na universidade, levou um “nunca” ao pedir sua amada em casamento, juntou-se com uma prostituta grávida e com filho, mas teve que a deixar por pressoes familiares, casou-se em seguida com uma vizinha, mas sua nova paixao tentou suicidio por repro
vacao das familias à uniao dos dois.

Nao bastasse tudo isso, ainda foi sustentado praticamente a vida toda por Theo, seu irmao  mais novo. Eram muito ligados, e foi Theo que o incentivou a se dedicar seriamente à arte, quando Vincent tinha cerca de 25 anos. Mesmo sendo hoje considerado um dos maiores artistas da história, Van Gogh só vendeu 1 quadro enquanto vivo. Sua vida de depressao o levou a cortar um pedaco de sua propria orelha, pedir para ser internado em uma clínica psiquiatrica e no final se suicidar com um tiro no peito.

Suas obras comecaram a fazer sucesso logo depois de sua morte, em 1890. No início do século XX ele já era reconhecido como um dos grandes nomes da arte. Atualmente 3 dos 10 mais caros quadros já vendidos em todos os tempos sao dele. Exato, daquele incompetente que só vendeu um quadro na vida!

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Casa de Anne Frank:

Acho que foi o lugar mais interessante de Amsterdam. Para quem se interessa pela história do nazismo, holocausto e afins, é uma visita imperdível. Anne Frank foi uma menina judia que se escondeu com a família mas acabou capturada pelos nazista, morrendo em um campo de concentracao.

anne4A família alema judia vivia em Frankfurt e, assim que a segunda guerra e as perseguicoes nazistas aos judeus comecaram, se mudaram para Amsterdam, em busca de seguranca. De 1933 a 1940, viveram em relativa tranquilidade, até a invasao da Holanda pelos alemaes.

A partir da ocupacao, os alemaes comecaram a implementar suas restricoes a vida dos judeus (como ja faziam na Alemanha e Polonia): tinham que usar uma identificacao no braco (uma estrela de davi), existiam escolas só para criancas judias, eles nao podiam andar de transporte público (as vezes nem nas calcadas), tiveram as carteiras de motoristas confiscadas, as lojas de judeus eram identificadas com placas que explicitamente recomendavam que nao-judeus ficassem longe (quando nao eram saqueadas), nao podiam frequentar bares, restaurantes e espacos publicos, as pracas tinham bancos so para judeus, entre outros absurdos.

Em meados de 1942, quando a perseguicao aos judeus aumanne5entou e as prisoes comecaram, a família Frank (pais e 2 filhas) e mais 4 pessoas judias, foram morar em um esconderijo chamado de “Anexo Secreto”, que ficava em um puxadinho de 3 apertados comodos na parte superior do escritorio de Otto, pai de Anne. A entrada era por trás de uma estante falsa. Alguns poucos amigos sabiam e levavam comida regularmente.

Como o prédio (inferior) era utilizado durante o dia por funcionários que nao sabiam de nada, nao podiam fazer barulho. Mal podiam conversar. Usar a descarga durante o dia, nem pensar. Cortinas, só uma minúscula fresta aberta. A vida de privacao durou 25 meses, que incluiram periodos de fome, quando os amigos estavam todos doentes.

Anne, entao com 13 anos, conta em detalhes toda a vida da família, como pensava, como viviam e o que comiam. Seus medos, vontades, preocupacoes e ate amor, que teve pelo garoto Peter, filho da família que estava tambem escondida com os Frank.

Essa vida durou até agosto de 1944, quando a polícia invadiu o anexo e prendeu os oito ocupantes. Ate hoje nao se sabe quem foi o responsável pela denúncia que levou os alemaes ao Anexo Secreto. Eles foram para uma prisao na regiao e no mes seguinte partiram para Auschwitz, na Polônia, no último trem que fez o trajeto. Logo no desembarque, mais da metade dos mil passageiros foi direto para a câmara de gas, incluindo todos os menores de 15 anos, que nao tinham utilidade para o trabalho forcado. Anne, com seus 15 anos e 3 meses, escapou.

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Por 6 meses, trabalhou no campo e sofreu de várias doencas que facilmente se espalhavam entre os amontoados de prisioneiros fracos e debilitados. Em marco de 1945 Anne e sua irma morreram de tifo em uma epidemia que deixou 20.000 mortos só em Auschwitz. Apenas 3 semanas depois de sua morte, o campo e todos os sobreviventes foram libertados pelas tropas inglesas que avancavam sobre os alemaes.

Guardado por uma amiga da família, o diário foi entregue a Otto, pai de Anne e único sobrevivente do esconderijo. Otto editou e publicou “O Diário de Anne Frank” em 1947. O mais conhecido relato de uma família prisioneira do holocausto, o livro já vendeu mais de 40 milhoes de exemplares em 60 idiomas. No Brasil é encontrado facilmente nas livrarias, por cerca de 35 reais.
Leitura  um pouco pesada por ser um diário, nao uma narrativa contínua, mas de qualquer forma muito interessante. Eu já li o meu, comprado lá mesmo no museu, e em portugues (vendem lá quase todos os 60 idiomas!).

O museu Casa de Anne Frank pertence a uma fundacao de mesmo nome e fica no prédio do Anexo Secreto e vizinhancas, e a visita é feita também pelos cômodos onde a família viveu reclusa. Por desejo de seu pai, morto em 1980, a casa permanece sem nenhuma mobília da época, mas as maquetes e reproducoes apresentam muito bem a situacao em que sobreviviam.

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Pois é isso. Amsterdam. Loucura.

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Viagem: Amsterdam – Parte 1

Posted by mLopes on Tuesday, 30 September 2008

Conhecida por sua tolerância social e liberalidade, a capital é uma pequena cidade grande que diverte os turistas com suas opções culturais de metrópoles, passeios de interior e vida noturna agitadíssima.

Hospedados na rede de albergues mais famosa da cidade, no coração do Red Light District, paIMG_1562ssamos lá 3 dias muito movimentados. Voamos de Londres para lá (eu e Theo) e nos encontramos no Albergue Bulldog com o Lucas e Buiu, que também estavam de mochilão pela Europa.

No albergue conhecemos 4 brasileiras que estavam viajando juntas também, e acabamos saindo com elas pras baladas e para alguns passeios. É (quase) sempre muito mais animado sair em turma grande.

Amsterdam é uma pequena cidade (700 mil habitantes), considerando que o país é a 16a. economia mundial. É pouco maior que São José dos Campos, por exemplo. O nome oficial do país é “Países Baixos”. Holanda é mais popular no Brasil, mas é apenas o nome de duas das 12 províncias que formam o grupo, não do país.

A cidade é muito bonita e organizada (excecao para o Red Light, detalhes no próximo post), com todo o charme que os canais proporcionam. O rio Amstel é o “fornecedor” de água para os canais, que foram modelados em charmantes formas geométricas. Veja foto aérea abaixo.

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A maior fama mundial da cidade é, sem dúvida, o fato de o consumo de maconha ser liberado. A venda é permitida apenas nos Coffee-Shops, que sao cafés/bares que podem vender o produto e o fazem em diversas concentracoes, formas, etc. O curioso é que o cigarro (comum) é proibido no país em ambientes fechados, inclusive nesses bares “especiais”. Ou seja: lá você pode fumar um baseado da mais forte maconha, mas nao pode acender um cigarro. Mas enfim… vai entender! Consumir maconha nas ruas nao é proibido, mas o pessoal evita, pois isso nao é muito bem visto pela populacao. Acabam consumindo apenas nas mesinas que ficam nas ruas, em frente locais de venda. Esses Coffee-Shops estao por toda cidade, mas concentram-se principalmente no Red Light District.

As casas de prostituicao também sao famosas pelas prostitutas que se exibem nas vitrines em busca de clientes. Detalhe: 24 horas por dia!!! Vejam no proximo post as fotos bizarras…

Mas nao ache que Amsterdam é só balada. As opcoes culturais sao grandes. O histórico também: foram os Países Baixos que “deram” ao mundo Rembrandt, Van Gogh, Erasmo de Roterdam e Descartes. A oferta vai de arte moderna a cerveja, passando por nazismo e natureza: Rijksmuseum, Stedelijk Museum, Casa de Rembrandt, Museu van Gogh, Casa de Anne Frank, Jardim Botânico e Heineken Experience.

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Símbolos Culturais:

As tulipas sao, junto com o tamanco de madeira e os moinhos, um dos maiores símbolos do país. O mercado das flores nao estava em sua época áurea, mas mesmo assim a gigante oferta de plantinhas coloridas enfeita com méritos o mercado permanente de flores. Visita obrigatória.

Os moinhos estao pelo “interior”  do país. É necessário reservar um dia para essa visita, coisa que nao nos foi possivel no nosso apertado cronograma. Pena, pois adoraria ter umas fotos dos moinhos, das vaquinhas malhadas com sininho e das fazendas de queijo.

Já os tamancos podem ser comprados em praticamente qualquer loja da cidade, principalmente, claro, nas turísticas. Ah, e os tamancos gigantes para fotos clássicas (leia-se mico) podem ser encotrados em diversos pontos turísticos da capital.

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Idioma:

Popularmente conhecido no Brasil como Holandês, o nome correto do idioma local é Neerlandês (ou Dutch, no inglês). Como é também uma língua com origem germânica, as semelhancas com o Alemao sao grandes, mas apenas na escrita. Basicamente se fala Holandês lá e na Bélgica (mais suas colônias ultramarinas e algumas pequenas regioes dos países vizinhos). Isso totaliza nao mais que 25 milhoes de pessoas (pouco mais que Grande Sao Paulo). Resultado importante: Para nao ficarem isolados do mundo, todo mundo fala inglês!!!

E isso é uma felicidade realmente grande, principalmente depois de passar pela Franca (lamentável nisso) e até pela Alemanha (intermediária no quesito). Vou até citar uma experiência interessante. Estavamos meio perdidos procurando um endereco de um amigo do Theo, e a única alma viva por perto era um lixeiro. Sendo direto: perguntamos e sim, ele falava ingles! Um ingles basico, como ele mesmo alertou, mas mais que suficiente para nos informar corretamente onde ficava a rua. Nao é incrível?

Curiosidade: Coisas que só Amsterdam tem pra você!!!

Loja chamada “Elementos da Natureza” que vende, oficial e legalmente, os produtos
citados na vitrine: Cogumelos Mágicos, Ervas e Pílulas Psicodélicas, Estimulantes Sexuais, Energizantes, Sementes Psicodélicas, Sementes de Maconha, Produtos Mentais e muito, mas muito mais!!! (nao me perguntem pra que precisam vender “muito mais” que os modestos produtos citados, mas ok…)

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Continua amanha… (Veja aqui: Viagem Amsterdam – Parte 2)

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Em Adamantina

Posted by mLopes on Sunday, 28 September 2008

Surpresa!!!! Já estou em Adamantina. Resolvi nao contar aqui com antecedencia, nem contar para muita gente. Mas já estou no Brasil. Mais ou menos definitivamente. Isso porque ainda pode ser que eu volte para Alemanha, caso consiga uma vaga num curso de pós que pretendo fazer por lá.

E por enquanto continuo escrevendo aqui, pois há muita coisa comecada e que ainda tenho que terminar, tanto de viagens como de história e cultura da Alemanha.

E para os curiosos de plantao: nao volto a trabalhar por enquanto. Tenho bastante coisa para estudar e isso vai me ocupar por um tempo.

Abracos tupiniquins…

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A Medonha Língua Alemã

Posted by mLopes on Saturday, 27 September 2008

Alemão é difícil mesmo, e o texto a seguir é uma obra-prima que mostra um pouquinho do sofrimento para aprender esse idioma maravilhoso! Imperdível.

Se a gente estuda uns 5 anos para falar inglês razoavelmente, imagina para alemão. Bom, melhor nao pensar muito nesses coisas. E o difícil é ver na rua uma criancinha de 4 anos falando melhor que você!!! Como é que elas conseguem?? 🙂

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A Medonha Língua Alemã

“(…) Os alemães usam um outro tipo de intercalação que consiste em dividir um verbo em duas partes e colocar metade dele no começo de um excitante capítulo e a outra metade no seu final. Pode alguém conceber algo mais confuso que isso? Essas coisas são chamadas verbos separáveis. A gramática alemã está infestada com esses verbos separáveis, e quanto mais longe conseguir deixar uma parte da outra, mais feliz vai ficar o autor desse crime. Um dos favoritos é reiste ab – que significa partiu. Aqui vai um exemplo que eu catei de um romance e transpus para nossa língua: “Estando agora as malas prontas, ele PAR – depois de beijar sua mãe e suas irmãs, e mais uma vez apertar ao peito sua Gretchen adorada, que, vestida de singela musselina branca, com uma única glicínia entrelaçada nas generosas tranças de seu rico cabelo castanho, tinha cambaleado escada abaixo, ainda pálida com o terror e a excitação da noite passada, mas ansiosa por apoiar sua pobre cabeça dolorida ainda uma última vez no peito daquele a quem ela amava mais ainda do que a própria vida – TIU” .

“Não devemos, contudo, perder muito tempo com esses verbos, porque isso pode nos levar a perder a cabeça; se alguém se fixa nisso e não é avisado das conseqüências, vai terminando amolecendo o miolo – ou petrificando-o. Os pronomes pessoais são outro fértil aborrecimento na língua alemã, e deveriam ser excluídos. Por exemplo, o mesmo som, sie, significa você, e significa ela, e significa a ela, e significa ele(neutro), e significa eles, e significa a eles. Pensem na pobreza esfarrapada de uma língua que obriga uma palavra a fazer o trabalho de seis – e estou falando de uma porcariazinha dessas com apenas três letras! Mas, acima de tudo, pensem na irritação de nunca saber qual desses significados o falante está tentando me transmitir! Isso explica por que, sempre que uma pessoa me diz sie, eu tento matá-lo – se não for um amigo meu, é claro.

“Agora, observem os adjetivos: aqui está um caso em que a simplicidade do Inglês teria sido de grande vantagem; por isso mesmo – não podia haver outra razão! – o inventor dessa língua complicou tudo o que podia. Quando queremos falar de nosso “bom amigo” ou “bons amigos”, em nossa abençada língua, usamos uma só forma e não sentimos remorso com isso [em Inglês: "our good friend or friends"], mas na língua alemã é diferente. Quando um alemão deita as garras num adjetivo, ele vai decliná-lo até que seu próprio juízo entre em declínio. É tão ruim quanto Latim. Ele dirá, por exemplo, no singular – Nominativo: Mein gutER Freund, meu bom amigo. Genitivo: MeinES gutEN FreunDES, do meu bom amigo. Dativo: MeinEM gutEN Freund, ao meu bom amigo. Acusativo: MeinEN gutEN Freund, meus bons amigos. No plural, muda tudo: Nominativo: MeinE gutEN FreundE, meus bons amigos. Genitivo: MeinER gutEN FreundE, dos meus bons amigos. Dativo: MeinEM gutEN FreundEN, aos meus bons amigos. E por aí vai – e vá o candidato ao hospício tentar memorizar essas variações, e vocês vão ver como ele se elege rápido! A única coisa que pode evitar essa encrenca toda é andar mesmo pela Alemanha sem ter amigo nenhum. Claro que eu só mostrei o estorvo que é declinar um bom amigo no masculino; isso é apenas a terça parte da façanha, pois temos de aprender toda uma outra variedade de distorções do adjetivo quando se tratar do feminino ou do neutro. O pior é que existem mais adjetivos nesta língua do que gatos pretos na Suíça, e todos devem ser caprichosamente declinados do modo como vimos no exemplo acima. Ouvi um estudante americano em Heildelberg afirmar, num tom resignado, que preferia declinar dois convites para beber do que um único adjetivo alemão.

“O inventor dessa língua parece ter se esforçado ao máximo para complicá-la. Por exemplo, quando referimos despreocupadamente uma casa, Haus, ou um cavalo, Pferd, ou um cachorro, Hund, escrevemos assim estas palavras. Contudo, se nos referimos a elas no caso Dativo, temos de grudar-lhes um tolo “E” desnecessário: Hause, Pferde, Hunde. Ora, como esse “E” muitas vezes indica o plural, como entre nós fazemos com o “S“, o pobre aprendiz de alemão vai levar no mínimo um mês pensando que são gêmeos um único cachorro Dativo; por outro lado, muito estudante novato, sempre com pouco dinheiro, comprou e pagou por dois cachorros mas acabou só levando um, porque ele, pensando burramente estar usando o plural, comprou o cachorro no Dativo singular – o que deixa a lei do lado do vendedor, é claro, pelas estritas regras da Gramática, não cabendo nenhuma ação legal para recuperar o dinheiro.”

Texto por: Mark Twain, escritor e humorista norte-americano do século XIX.

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Como eu sempre digo: Será que o cara que inventou essa língua (sic) terminou, olhou e falou “ficou bom”???

Palavra do dia: aufwachen=acordar. Mas só se você acordar, porque se alguém acordar você, ai é aufwecken. Pode???

Obs.: Republicado, atendendo a pedidos.

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Senhor Professor Doutor Engenheiro Fulano de Tal!

Posted by mLopes on Friday, 26 September 2008

Ainda hoje perdura na Alemanha o hábito do tratamento formal entre as pessoas.

Deixado há muito tempo atrás no Brasil, o hábito de se referenciar sempre formalmente às pessoas ainda é muito enraizado na cultura germânica. Claro que chamar alguém de “Sr.” no Brasil é uma atitude de respeito e tal. O ponto é que na Alemanha isso é SEMPRE utilizado. Na rua, se for falar com alguém, tem que ser formal. No supermercado, na feira, na escola (com professores), com parentes mais velhos, entre muitas outras ocasiões. Tratar por “você” é para os familiares, amigos, crianças, etc.

Até enche o saco. Acho muito mais adequada a evolução que o idioma teve no medalha-honraBrasil: existe e é valorizado o tratamento formal, mas não é necessária sua utilização nas situações do dia-a-dia. E na Alemanha sua não utilização às vezes é até considerada ofensiva mesmo, uma falta de respeito. Chamar a pessoa pelo primeiro nome?? Só depois de muita intimidade. E aqui não é só colocar o Sr. ou Sra. O verbo muda também quando é utilizado o tratamento formal.

Obs.: Isso vem mudando aos poucos. Pode-se observar nas novas gerações, por exemplo, cada vez mais a tendência de abolir tamanho formalismo. É bem provável que em 30 anos isso esteja bem reduzido.

Só que há um ponto engraçado nessa história. Com todo esse formalismo, é claro que os títulos acadêmicos são extremamente valorizados, sejam eles de graduação ou de phD. Eles fazem questão de utilizar TODOS os títulos conquistados. É Dr. prá lá, Dr. prá cá. Doutor na caixa de correio, na assinatura do email, no cartão. Só falta estar na lista telefônica.

Até as graduações são indicadas com frequencia: Herr Ing. Habermann. (Senhor Engenheiro Habermann)

Se tiver doutorado: Herr Dr. Ing. Habermann

Se for professor universitário: Herr Prof. Dr. Ing. Habermann

Se tiver dois doutorados: Herr Prof. Dr. Dr. Ing. Habermann.

E esse exemplo dos dois doutorados existe mesmo! Parece surreal, mas é mesmo. Chega a ser bizarro. Perto de casa tinha um consultório médico com uma placa: “Frau Dr. Dr. med. Fulana”. É mole?

Para compensar o fato de não existir o hábito de exibir socialmente os bens materiais, acho eles fazem o isso com o conhecimento, com os títulos acadêmicos. Cada cultura a sua maneira, mas sempre a questão social de se destacar e realçar as diferenças.

Palavra do dia: du = você. Campanha para maior utilização do “du”. Abaixo o tratamento exageradamente formal!!!

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Viagem: Londres – Parte 2

Posted by mLopes on Thursday, 25 September 2008

Estátuas de cera fazem a alegria dos turistas, especialmente das tietes dos astros de Hollywood.

Continuação do post Londres – Parte 1.

– Madame Tussauds: O famoso museu de cera. Um dos pontos turísticos mais badalados de alguns anos pra ca. Apesar de ter sido inaugurado há mais de 150 anos pela escultora de cera Marie Tussauds, foi na última década que ele cresceu, se “profissionalizou”, expandiu-se para outras 8 cidades do mundo (incluindo Amsterdam, Berlin, Xangai e nova Iorque) e se tornou passagem quase obrigatória em Londres. O acervo é dinâmico, mudando constantemente entre as 9 unidades.

É realmente bem legal. As estátuas são muito bem feitas. Não todas, mas a maioria é muito legal. Algumas são perfeitas… Parece que vão falar! Nas fotos, creio que pelo flash, não ficam tão parecidas como pessoalmente, mas dá para ter uma idéia. E como elas ficam espalhadas pelo salão, as vezes até dá para confundir com as pessoas. Paguei até um mico. Tinha um tiozinho de terno e eu achei que era uma estátua. Peguei no ombro e encarei ele para ver que ator era… so que se mexeu!! hehe  🙂

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Abaixo, na primeira foto, eu com meu colega Sarkozy. Na segunda, olhem que fofinho o Dalai Lama!!! Não dá vontade de apertar as bochechas?? E até o polêmico Führer alemão está lá. Inclusive ele deve ficar ali em Londres, já que em julho desse ano a recém-unidade alemã em Berlin foi invadida por um homem que dacapitou a estátua de Hitler. Acreditava-se ter sido um ato de protesto, mas o infeliz admitiu depois que fez isso só para ganhar uma aposta.

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Como as estátuas ficam no meio do salão, todo mundo pode tocar, abraçar, apalpar, etc. Depois que estragam eles fazem outra com o molde inicial. E tem sempre os brasileiros que resolvem tocar as estátuas (uns se empolgam até, né Theo?). Ah, e muito infeliz essa estátua do Pelé… poderiam ter pego uma época mais recente um pouco dele, ficaria mais fácil para reconhecerem mundo afora.

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Não sei por que, mas adorei tirar fotos com a família real. Sei lá… essa formalidade é engraçada. Eles precisam quebrar mais o gelo!! 🙂

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Obs.: A entrada é uma facada (25 libras, mais de 80 reais), mas como já se está lá mesmo… É um lugar legal para se ver. Dá para se divertir um bocado com os famosos e com as adolescentes enlouquecendo pela estátua de resto de vela derretida do Brad Pitt. De qualquer forma, a entrada poderia custar a metade. Se essa grana não for matar vá, por que é um dos pontos turistícos divertidos (apesar de lotado demais) e da para umas fotos legais. Mas se estiver com orçamento muito apertado, dispense esse e com a grana vá à roda gigante!!

The London Eye: Também conhecida como Roda do Milênio, a famosa roda-gigante de Londres foi inaugurada na virada do ano 2000, como atração especial comemorativa e cujo título de maior do mundo ostentou até 2006. O grande sucesso já garantiu sua perenidade. Desde a inauguração mais de 30 milhões (!!!) de pessoas já passaram pelas catracas do grupo Tussauds (o do museu de cera), que também controla o olhão de Londres. A vista do alto de seus 135 metros vale muito a pena… basta embarcar nas cabines-ovinho que mais parecem uns discos voadores. Se não me engano são 40 cabines e que carregam quase 1.000 pessoas simultaneamente. O embarque e desembarque é feito sem parada (ela gira devagar), com execeção para embarque de pessoas com necessidades específicas.

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Londres fica por aqui. Foto demais para colocar tudo. Mas depois passo o endereço do meu Flickr, onde voces poderão ver muito mais imagens!!

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Viagem: Londres – Parte 1

Posted by mLopes on Wednesday, 24 September 2008

Tradição é a palavra que melhor representa a capital cosmpolita, uma verdadeira cidade do mundo.

Londres é uma cidade realmente diferente. Grande, bonita, organizada. Mas o que se nota de muito diferente em relação a outros grandes destinos turísticos é a quantidade de estrangeiros que moram por lá. Pode parecer que são apenas turistas, mas pegue um metrô para o subúrbio e verá que realmente são pessoas qIMG_1289ue ali vivem e trabalham.

Isso dá um ar interessante para a metrópole: uma mistura de rostos, cores, roupas e culturas. A quantidade de idiomas que se pode escutar nas ruas é enorme. Os restaurantes estrangeiros são os mais diversos que se pode imaginar. Difícil mesmo é saber quem é realmente inglês “da gema”. Mais ainda é encontrar o prato típico da local. Ah, e me desculpem os adoradores do “Fish and Chips”, mas resisto em considerar um peixe empanado com batatas fritas como a especialidade culinária de um país…

Contrastando com essa diversidade cultural está o forte apego às tradições. Dos clássicos taxis londrinos até às conhecidas cabines telefonicas vermelhas, a cidade é repleta de marcas que parecem querer se destacar e imprimir a “nacionalidade” que falta à multidão internacional.

Londres é a capital da Inglaterra, que não possui, por si só, administração política. Isso cabe ao Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte, que é formado pelas nações: Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales. Inclusive a rainha Elisabeth II é chefe de estado de todo o Reino Unido, não apenas da Inglaterra.

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A Viagem

Eu e o Theo pegamos um vôo de Paris para Londres. Saia bem cedo, umas 6 da manhã. Isso significa passagem barata, mas também acordar de madrugada para ir ao aeroporto. E o pior é quando (como foi no caso) não há transporte público fácil para ir ao aeroporto chegar lá às 4 da manha. Acabamos pegando um taxi do albergue ate o CharlesIMG_1366 de Gaulle.

Como compramos passagens separadas, fomos para aeroportos diferentes em Londres. Esse foi o segundo problema. Meu aeroporto (stanstead) fica a quase 2 horas de Londres, e me custou mais 12 libras a ida para o centro de Londres. Na hora de comprar a passagem por companhias baratas (tio EasyJet, AirBerlin, RyanAir) contabilize esses custos adicionais. Provavelmente ainda vai valer a pena, mas não se esqueca de contar o tempo que precisará para deslocamento…

Nos encontramos na Victoria Station, umas das principais estações de trem/metro do centro de Londres e partimos para a casa da Leticia (valeu Lets!!!), amiga minha que nos hospedou pelos 4 dias em que estivemos por lá. O legal de ficar lá foi que ficamos num bairro estritamente residencial, e que nos dá uma visão da vida local.  Bem legal.

Pudemos ver boa parte das atrações. Mas não todas, claro. Um ponto positivo da cidade é que os museus públicos são gratuitos (a grande maioria, exceção praticamente só para o Madame Tussauds). Nunca tinha visto isso. Normalmente não são caros, mas paga-se algo ao menos para a manutenção do local, usualmente de 4 a 10 euros. Bem legal essa atitude para estimular a vida cultural local. Ponto pra Rainha!!! 😉

Fomos aos pontos turísticos tradicionais: Big Ben, Tower of London, Tower Bridge, London Eye, Harrods, Passeio no Rio Tâmisa. E aos museus: História Natural, Ciências, Tate Modern, Salvador Dali e Madame Tussauds. Além é claro de algumas saídas noturnas para procurar uns Pubs e visitar o Soho e China Town. É coisa que não acaba mais para 4 dias, mas fomos firmes e fortes!!!

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Pontos Visitados

Tower Bridge: É a ponte basculante mais famosa do mundo, com mais de 100 anos. Na época Londres crescia muito para o lado leste do Rio Tâmisa, e a travessia era feita por um túnel, apenas para pedestres. Quando inaugurada, as máquinas a vapor, novidade na época, levantavam a parte inferior da ponte para a passagem de navios.

Big Ben: Esse não é o nome do relógio, nem da torre. É o nome do sino de 13 toneladas e 3 metros de diâmetro que fica na torre do relógio. Foi instalado há quase 150 anos. O relógio da torre é conhecido por sua extrema precisão. Fica no Palácio de Westminster, que é o parlamento do Reino Unido (foto geral do parlamento acima, no inicio).

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Museu de História Natural: Muito bem organizado. Para quem gosta do assunto, um prato cheio. Para quem nao gosta, vai ser divertido também. Há vários experimentos interativos, por exemplo uma sala que simula um terremoto. É como se fosse uma loja, com prateleiras e produtos, e de repente comeca tudo a tremer: chão, prateleiras e paredes. Foi um terremoto dos mais fortes ocorrido no Japao, e é indescritível a sensação. Por um vídeo, acompanhamos uma filmagem real do local no dia do fatídico tremor. Ah, e tirar uma foto com o amigo dino também é legal!! hehe

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Museu de Ciências: Um deleite para os engenheiros de plantão. Também para médicos, já que tem u
ma área só de história da medicina com os primeiros equipamentos e procedimentos utilizados, desde a idade média. Mas de qualquer forma são os engenheiros que sairão de lá com mais cara de bobo, felizes da vida!!! Um destaque especial para a área de “mão-na-massa”. As crianças fazem a festa (os grandinhos também, leia-se nós!), testando como funcionam os princípios da luz, do som, imagens infra-vermelhas, polias, vasos comunicantes, etc… Muito legal. Dá para passa 2 horas só ali!! 🙂

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Curiosidade: Sabem por que as pilhas tem esse nome? Olha na foto e vai entender… Esse amontoado de cobre e zinco feito por Alessandro Volta é considerado a primeira bateria eletro-química. Bom, ainda bem que aperfeiçoaram o treco, já que levava ácido sulfúrico na sua montagem…

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Computação: Na área de computação, vimos os primeiros computadores. Sim, essas estantes gigantes (abaixo) são computadores que não faziam o que uma calculadora chinesa dos camelôs da 25 de março fazem hoje em dia. Tem até umas máquinas que eram usadas para resolver equações diferenciais!!! Só não souberam me informar se ela faz integral de superfície ou se ela sabe em torno de que ponto singular regular se desenvolve a equação de Frobenius para solução de uma equação de Bessel. Mas isso ai fica só para os colegas engenheiros… 🙂

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Continua amanhã…

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Contas e Gorjetas na Alemanha

Posted by mLopes on Tuesday, 23 September 2008

Como não pagar mico no almoço na Alemanha: alguns hábitos diferentes dos restaurantes e garçons que podem causar estranheza aos forasteiros.

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O Atendimento

A primeira coisa ao ir a um restaurante na alemanha é: nunca se preocupe ou se aborreça com o garçom. Ele tem o tempo dele. Isso é importante principalmente para os paulistanos, que estão acostumados com servgarconeteiço rápido e acima da m?edia. As vezes dá vontade de dizer: “Olha, desculpa eu ter vindo no seu restaurante, mas você poderia tirar o meu pedido?”.

Depois, pensando melhor e me acostumando com os hábitos de vida, vejo que isso nem é tão grave assim. Nós é que temos mania de, no Brasil (leia-se em Sao Paulo), querer ser atendido em menos de 2 minutos. Se estamos indo a um restaurante, e não a um fast-food, por que é que precisaríamos de tanta rapidez? qual o problema de ficar 10 minutos esperando na mesa, observando as pessoas, o cardápio ou a paisagem (quando aplicável)? Já me adaptei um pouco a isso, e nem acho muito mais um problema, mas confesso que nos primeiros meses dava vontade de levantar e ir embora!!!

Obs. 1: Sempre, mas sempre mesmo, há o cardápio do restaurante, com preços, afixado do lado de fora.

Obs. 2: Não me perguntem como é o atendimento em restaurantes High Class. Não tive a oportunidade de ir a um desses e deixar 100 euros por cabeça para dizer se também é assim…  🙂

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Os Pratos

Outro ponto é que os pratos são sempre individuais. É não espere ver aqueles pratos imensos, pizza-alemanhagigantescos e que dão para 3 comer bem. Isso não acontece. Pra que um prato tão grande? Para sobrar? Não rola aqui não… Os pratos individuais as vezes são muito bem servidos, principalmente se forem de comida típica alemã, mas em geral nada absurdamente grande. 

Para os internacionais, a regra é parecida. Nos italianos: a pizza também não costuma (via de regra) ser tão grande como as tupiniquins. Mesmo quando não é a individual, ela também é um bocado menor que no Brasil. Os pratos de massas então, nem se comparam. Normalmente em cantinas italianas no Brasil os pratos vem frequentemente em travessas enormes. Aqui você como bem, mas não sairá de lá “sem conseguir andar”.

Obs.: Em restaurantes do dia-a-dia, não espere muito ser atendido com “personalizações”. Como diria a Rosana, se o prato tem ervilhas, não peça para eles tirarem a bendita da bolinha verde se não quiser correr o risco de ouvir um: “Não, aqui no nosso restaurante o molho vem com ervilha mesmo. Não temos molho sem ervilhas.” Mesmo que seja feito na hora…

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O Pagamento

E depois da conta: as gorjetas!!! Aqui não vêm na conta. O garçom trará a “dolorosa” (tem expressão mais cafona e ridícula?) e você, quando entregar o dinheiro, diz o valor que ele deverá cobrar, incluindo a gorjetaconta-riscada. Por exemplo: se a conta foi de 23 euros, você entrega 30 e diz “25”. Ele já sabe que os 2 são de gorjeta. A regra dos 10% é uma boa referência.

É sempre adequado deixar a gorjeta, mas se não for bem atendido e não quiser, fique tranquilo que não passará por nenhuma saia justa com o garçom. Se você não disser nada, ele vai cobrar o valor exato e não vai jamais questionar seus motivos (como já me aconteceu até em locais mais refinados no Brasil). O direito é seu.

Uma coisa de se admirar: Quando pede a conta, ele perguntará, sempre: “Zusamenn oder Getrennt?”, que significa “Tudo junto ou separado?”. Se você disser separado, ele separará cada cerveja, cada entrada e cada bolinha de manteiga pedida por cada um, mesmo que vocês sejam 15 pessoas. O mais impressionante é que às vezes eles já trazem tudo separado, sem nem perguntar para cada um o que consumiu… Incrível, eles devem fazer um mapa da mesa na comanda, identificando cada pessoa. Recaida de ex-paulistano: Por que é que eles não usam essa eficiência para atender mais rápido? Bom, deixa prá lá…

E não estranhe se o garçom entregar a conta e ficar plantado ao seu lado. Ele está esperando para receber. (afinal, ele já fez favor demais em te atender até agora e não tem mais tempo pra perder com você…). Ah, e cada garçom tem uma pochete que é o seu caixa. Ele mesmo recebe e dá o troco. Assim. Fácil. Na mesa. Fantástico, não?

Obs.: Quando ele não é tão eficiente, ele vai perguntando para cada um e descontando na conta o que já está pago. Ai o resultado é essa conta toda riscada aqui do lado!

E é isso. Prost!!!

Palavra do dia: Schmeckt es? = Gostoso?. Equivalente ao nosso “Satisfeito?” que o garçom diz para perguntar se já terminou e retirar o prato.

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Viagem: Paris – Louvre

Posted by mLopes on Monday, 22 September 2008

As 35.000 obras em conjunto com os 8 milhões de visitantes anuais transformam o Louvre no maior museu da mundo, um fenômeno cultural que inclui obras pré-históricas, medievais, renascentistas e contemporâneas.

Essa foi a segunda viagem para Paris. Na primeira visita, conhecemos a maior parte das atrações e pontos turísticos, com exceção do Louvre, que por confusões que fizemos com os horários de funciocour-louvrenamento acabamos não conseguindo visitar. Nas minhas viagens de julho, ao invés de iniciar por Londres, aproveitei para encontrar o Theo em Paris. Ele ficou vários dias, mas eu fui só para o último dia, para visitarmos o tal do museu.

Cheguei na véspera a noite, e aproveitamos para tomar umas cervejas na frente do albergue. Inclusive os hostels são ótimas opções para conhecer gente de todo canto e até arranjar uma turma para fazer os passeios pela cidade. Ou, claro, pra ir pras baladas! Em algumas (na verdade várias) horas que ficamos bebendo lá na frente, conhecemos americanos, canadenses, austríacos, australianos, alemães, etc. Bem legal isso. O problema é que como estava legal acabamos ficando até as 3 da manhã, sendo que com o “bocadinho” que havíamos bebido não havia a menor chance de acordar antes das 10 da manhã.

Mas isso nem foi muito problema, já que a única visita seria no Louvre e é quase impossível ficar mais de 5 horas em um Museu (no mesmo dia) sem ficar de saco cheio, por melhor que seja o acervo. E ai a visita fica culturalmente improdutiva. Bom, passamos do meio dia até as 5 ou 6 da tarde por lá. Claro que não conseguimos ver tudo. Isso é quase coisa impossível para um turista. Até andamos por boa parte dos 16 km de corredores, mas com certeza vimos em mais detalhes no começo a parte de pré-história e antiguidade, e depois passamos a visitar “apenas” as principais obras.

O balanço é que realmente vale a pena passar várias horas ali. Nem pense em menos de 4 horas. O audio-guide não é tão bom: além de arcaico, ainda tem relativamente pouca informação. De qualquer forma, contando o preço de uma viagem a Paris, não são esses 6 euros que vão comprometer o orçamento. Ah, e acompanhe no mapa (fornecido gratuitamente) onde você está, atentando para as obras que possuem destaque no folheto: são as mais importantes e/ou famosas. Mas procure não ficar só nessas. Há muita coisa fantástica que só andando com calma pelos corredores…

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A História do Palácio do Louvre

No século XII o poder e a influência geral da monarquia francesa cresceu consideravelmente na Europa, tanto dentro como fora de seus limites. Isso levava a sérios riscos de invasão e ataque, principalmente por parte dos ingleses e da normandia. Esse cenário levou à construção de um muro para proteger a cidade, na época a maior da europa. Esse muro às margens do Rio Sena formou uma fortaleza que passou a ser chamada de Louvre.

A primeira grande mudança na história do Louvre era sua transformação na residencia real e sede do governo. Com a cidade em franca expansão para além dos limites da fortaleza, essa medida condizia com a importância crescente do poder do governo monárquico.

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Mas foi no reinado de Luís XIII e Luís XIV que o Louvre ganhou os contornos que vemos hoje. Teve suas galerias ampliadas e começou a receber cada vez mais funções relacionadas a artes. No governo de Luís XIV, com os movimentos sociais aumentando (e que levariam no século seguinte à Revolução Francesa), o monarca decide construir o Palácio de Versailles, uma obra prima e ainda considerado uns dos maiores palácios, se não o maior. Por volta de 1690 o governo transfere toda a administração e residencia real para o novo palácio, longe das revoltas populares, iniciando a transformação do Louvre em um espaço quase que totalmente dedicado à arte e à ciência. Porém só quase 100 anos depois, com a Revolução Francesa e a deposição e execução de Luís XVI é que o Louvre foi oficialmente transformado em um Museu aberto à população. Aos poucos as galerias foram tomando todo o espação do antigo palácio.

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No governo de Napoleão Bonaparte o Louvre, sob ordens do imperador, recebeu diversas melhorias e embelezamentos, além de milhares de peças oriundas dos outros reinos e povos dominados pelo temido general francês. Após a queda de Napoleão, entretanto, grande parte dessas obras foi reclamada e recuperada por seus donos.

Na década de 80 o então presidente François Mitterrand executou o projeto Grand Louvre, cuja principal – e controversa – alteração foi a construção da grande pirâmide de vidro, que ocupa o pátio principal. A pirâmide é obra do arquiteto sino-americado I. M. Pei, hoje com quase 100 anos, e visa integrar o passado glorioso do palácio e seu prédio histórico, com a modernidade reluzente em suas paredes de vidro. A obra conseguiu dar essa sintonia ao museu, sendo hoje uma das principais marcas do Louvre. Ainda assim, até hoje, é motivo de muita controvérsia pelo mundo e, principalmente, na França conservadora.

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À frente do castelo, o grande jardim é o início da caminhada dos turistas pela linha reta de 3,5 km que liga a pirâmide ao
Arco do Triunfo, atravessando toda a avenida Champs-Elysées.

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Obras Famosas:

  • Venus de Milo
  • Vitória de Samotrácia
  • Mona Lisa, Leonardo Da Vinci
  • O Codigo de Hamurabi
  • Colecção de Arte egípcia
  • Os Aposentos de Napoleão
  • A Liberdade guiando o Povo, Eugène Delacroix
  • Psiquê revivida pelo beijo de Eros, Antonio Canova

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Fotos!

 Psiquê revivida pelo beijo de Eros, Antonio CanovaPátio Interno do Louvre, repleto de esculturas de grandes dimensões     

Tabuleiro de Xadrez em pedras preciosasArte egípciaDados um bocado antigos    

DSC02910IMG_1172Aposentos de Napoleao: A Sala de Jantar 

Olha a Monalisa lá no fundo!Vênus de Milo. Incrível. A Liberdade guiando o Povo, Eugène Delacroix

É isso. Show! Fui…

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